Nunca fui muito disto de redes sociais mas, há dois dias, entrei no facebook por sugestão da A. e da L. e, estou a achar tão engraçado, que decidi criar uma página apenas para este blog.

Podem encontrar o blog procurando por: Leituras e Devaneios.

Vou tentar actualizar por lá o que vai ficando por dizer aqui no blog ou melhor, as novidades são capaz de aparecer mais depressa lá editadas do que aqui.

Quanto à minha página pessoal é só procurar por Monica Colaco, não tem nada que enganar.
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Sinopse
“No século XVI o mundo era dos homens. Então apareceu uma mulher que ousou desafiar as leis, a sociedade, as artes... e o mundo nunca mais foi o mesmo.
Esta é a história verdadeira de Artemísia, a primeira mulher a ser aceite na prestigiada Academia de Artes de Florença. Violada pelo professor de pintura quando tinha 18 anos, leva-o a tribunal mas é ela quem acaba por ser humilhada publicamente. Abandonada pela própria família, a jovem decide partir à conquista do mundo numa época em que as senhoras respeitáveis raramente saíam de casa. Sangue, sexo, arte e dinheiro, a história de Artemísia podia ser a história de uma mulher dos nossos tempos. Depois de um casamento de conveniência com um pintor medíocre que inveja o seu talento, a jovem é forçada a sustentar-se não só a si mas também à sua filha. Cruzando-se com Galileu e ganhando o patronato dos Medici, Artemísia faz explodir o seu génio no auge do Renascimento e, ao recusar-se a ser menos do que os homens, torna-se numa heroína intemporal. “

Imprensa
"Artemísia irrompeu no Renascimento com todo o drama de uma ópera italiana.",Vogue

"Quem diria que a história de uma pintora do Renascimento pudesse estar tão carregada de determinação espiritual, jogos sexuais, selvajaria religiosa e um indiscutível talento para a pintura.",The Atlantic

"A Paixão de Artemísia oferece-nos um retrato fiel de uma artista complexa que procura seguir a sua paixão apesar de todos os obstáculos.", Booklist

"Esta Artemísia, na sua luta para ganhar a vida como artista, na sua esperança por marcar uma época e no seu desejo em ser esposa, mãe e pintora, é alguém que todas as leitoras vão compreender.",Seattlle Times

Ficha Técnica
Autora: Susan Vreeland
Editora: Saída de Emergência - Chá das Cinco
Encadernação: Capa Mole
N.º de páginas: 286
Género: Romance Histórico
Tradutor: Carla Ferraz

Opinião
Já li este livro vai para lá de um tempão. Pensava até que já tinha opinado sobre o mesmo quando, ontem ao rever todas as opiniões, verifiquei que não era esse o caso. Como devem de calcular, os pormenores já me escapam tendo ficado só com uma ideia geral das sensações que este livro me transmitiu e a mensagem que passou, pelo que vou tentar me cingir apenas a esses pormenores (mas já sabem que o meu poder de síntese é algo quase inexistente).

A personagem principal, Artemísia (a primeira mulher admitida na Academia de Artes de Florença), é uma mulher muito à frente do seu tempo.

Numa sociedade dominada por homens, cheia de convenções sociais e comportamentais, onde as mulheres pouco mais eram que acessórios, empregadas domésticas e procriadoras, Artemísia destaca-se das demais. Mesmo depois de ter sido violada, e de ter passado por um teste humilhante para comprovar a perda da sua virgindade em pleno tribunal, não se entregou a uma vida de subserviência perante as figuras masculinas que foram povoando a sua vida.

Artemísia, uma talentosa pintora, lutou contra quase tudo e todos para se conseguir impor enquanto artista e viver da sua paixão, a sua arte. O facto de ser mulher nunca foi o suficiente para se conformar com o papel que a sociedade lhe queria relegar. Obrigada a casar por conveniência com um pintor de talento bastante inferior ao dela, Artemísia sai de Roma para ir morar em Florença, a Meca das artes na altura. Cedo percebe-se que a este casamento não tem grande futuro pois o talento superior de Artemísia é motivo de inveja do seu marido.

Passa por vários tipos de provações ao longo de toda a história (psicológicas, físicas e financeiras), enfrenta tudo e todos, mas nunca desiste de perseguir o seu sonho e alcançar os seus objectivos.

O livro está todo ele escrito num tom que apela ao feminismo, exacerbado pela forte personalidade e força de vontade da heroína desta história, sendo a escrita agradável e fluída.

A autora consegue mesclar factos históricos com romance e autênticas aulas de arte, de forma bastante eficiente. Claro que o facto de eu gostar muito de arte abona a seu favor pois, nos momentos em que quadros, esculturas e técnicas são explicados ao leitor de forma mais enfática, e para quem não partilha este tipo de paixão, confesso que estas partes serão bastante aborrecidas.

O livro peca também pelos saltos temporais mal enquadrados e referenciados que sucedem ao longo de toda a obra. O final então nem se fala. Fiquei com aquela sensação de que haveria mais qualquer coisa, um segundo volume que completasse o resto da história, pois parece inacabada.

Resumindo, gostei do livro mas o fim foi uma desilusão. Ficou a sensação: “e o resto?!”.

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Opinião
Este livro começa, em termos históricos, nos últimos tempos do reinado de Akhenaton, em que este se encontra privado da companhia de Nefertiti, a Grande Esposa Real, companheira, conselheira e apoio moral e psicológico de Akhenaton, devido a uma reclusão auto-imposta pela sua própria frágil condição física.

Sem o ponto de equilíbrio que Nefertiti representa, Akhenaton, dedica-se com um fervor religioso a roçar o fanatismo, à adoração daquele que considera como o único deus, Aton, deixando o reino nas mãos de terceiros, muitos dos quais opositores não confessos da alteração religiosa que Akhenaton tenta impor a todo o reino: o completo desprezo e renúncia a todos os outros deuses do panteão egípcio, levando o Egipto à beira de uma guerra civil!

No meio de toda esta turbulência surge Akesa, terceira filha do par real e, à partida, sem nenhuma hipótese de subir ao poder mas, isso não a impede de tentar por todos os meios, conseguir convencer os seus pares (pais e outros) de que é a única capaz de assumir a posição da mãe como Grande Esposa Real.

Por circunstâncias que hão-de descobrir, Akesa ascende ao trono e nomeia como faraó Tutankaton (que mais tarde haveria de mudar o nome para Tutankamon em honra do deus Amon), e começa, a pouco e pouco, a mostrar quem é. Detentora de uma beleza física ímpar e de uma inteligência fora do comum, Akesa tenta tomar as rédeas do reino e impedir que este caia nas mãos dos inimigos do seu pai, provando ser a verdadeira herdeira da sua mãe, Nefertiti. Estas qualidades serão a sua perdição!

Quanto à minha opinião do livro em si, só posso dizer que gostei, e muito!

Apesar de o pouco que me lembro deste período histórico do Egipto, em certos aspectos, parecer-me não bater muito certo com o que aqui está escrito (despertou a minha curiosidade para voltar a aprofundar os meus conhecimentos nesta área), a personagem de Akesa é absolutamente fascinante, é alma deste livro. É impossível não admirar a sagacidade, tenacidade e inteligência desta jovem mulher. A sua devoção pelo pai e por tudo o que ele representou, a dedicação com que se entrega a recuperar a posição dominante do Egipto e a salvá-lo da pilhagem dos inimigos e amor que devota a tornar Tutankamon um faraó digno do posto, à custa, muitas vezes, do seu bem-estar físico, é digno de admiração!

Se Akesa tiver sido metade daquilo que foi descrita, terá sido, sem dúvida alguma, uma das mulheres mais fascinantes do antigo Egipto. Pena que, muito provavelmente, nunca saberemos a verdade acerca desta personagem histórica.

A teia de relações, conspirações, lutas pelo poder e intrigas amorosas criadas por Christian Jacq são demolidoras e traçam um retrato que demonstra, que o poder, para além de corruptivo, é volúvel e solitário. Estar no poder é viver no fio da navalha!

Quanto à escrita, é um livro que, embora escrito num estilo simples e sem grandes floreados literários, consegue que o suspense seja mantido de forma quase constante recorrendo para isso à sombra permanente da traição, a qual pode surgir de qualquer um dos lados do campo desta batalha sem fim.

Uma nota final acerca desta edição.
Julgo ser absolutamente inconcebível que, um livro que já conta com várias edições (ainda que noutro formato), tenha ainda tantos erros por rever e corrigir ao longo de toda a obra. Deve de ter sido dos livros em que mais erros de letras trocadas encontrei! Vergonhoso!

Quanto ao formato 11/17, adorei! É do tamanho e peso ideais para leituras deitada na cama ou no sofá, ou até para transportar dentro da mala. Apesar de continuar a achar 10€ um bocado puxado de mais para um formato que se quer substancialmente mais em conta que o normalmente editado, prefiro dar 10€ por este livro que 7 ou 8 por um daquelas colecções em que as capas mal se distinguem umas das outras, sendo por vezes a distinção apenas feita em termos de título da obra e autor. Resumindo, fiquei fã!

Ficha Técnica
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Não poderia começar esta opinião sem antes agradecer à muito simpática WhiteLady por tão gentilmente me ter cedido este livro. Se não fosse por ela provavelmente nunca teria ficado a conhecer esta saga. Muito obrigada WhiteLady!!


Opinião
Imaginem se as guerras Napoleónicas que conhecemos tivessem tido um elemento extra... Dragões! E que estes existissem em todo o lado, inclusive com espécies autóctones de certas regiões do planeta, com características especiais (físicas e intelectuais) e estruturas corporais distintas.

É com base nesta premissa que a história ganha forma, começando com a conquista, por parte do Capitão inglês Will Laurence, de um navio francês com uma carga muito especial a bordo, um ovo de dragão. O único problema é que este está prestes a eclodir e o dragão “liga-se” logo à nascença a um humano que deverá ser o único a pilotá-lo e não há um único piloto a bordo do navio. Não querendo revelar nem o como nem o porquê digamos que o dragão, Téméraire, “escolhe” como piloto o Capitão Will Laurence.

Não tendo Will qualquer treino para pilotar dragões a maior parte deste livro envolve o treino do Will e Téméraire, na Força Aérea inglesa, de forma a prepararem-se para a guerra; antes de tudo o mais precisam de se conhecer um ao outro e as suas limitações!

A evolução de Témeraire e o desenvolvimento da sua personalidade muito peculiar e sagaz ao longo desta fase é responsável por excelentes momentos de humor. Considero mesmo que a melhor personagem do livro é sem dúvida o dragão que lhe dá nome. Nesta história os dragões não só parte do cenário, são seres vivos com tanta ou mais importância que os humanos e com uma “voz” nos acontecimentos que se vão desenrolando.

Laurence é, infelizmente até agora, e apesar de ter nutrir simpatia por ele, o tipo bom herói (às vezes assim a dar para o chatinho), recto nas suas convicções que tenta fazer tudo da maneira que lhe parece certo, mesmo que isso implique ir de encontro regras pré-estabelecidas no relacionamento entre dragões e os seus pilotos (é isto que gosto nele).

Existem outras personagens, quer humanas quer dracónicas com os quais os dois protagonistas se vão cruzando e que nos ajudam a perceber este novo mundo e dão-lhe um colorido muito especial mas que, infelizmente, se encontram desenvolvidas apenas a um nível muito superficial falha que espero ver colmatada nos próximos volumes.

Não é uma altura da História que eu tenha conhecimentos muito profundos por isso não posso avaliar em termos de rigor histórico. Apenas posso dizer que achei uma versão alternativa da História com um conceito muito original e que acabou por se tornar no livro sobre dragões mais original que li, saindo claramente dos estereótipos de livros de fantasias onde normalmente este tipo de criaturas aparece.

A autora recorre a uma escrita simples e fluida, onde existe tempo para tudo, não é apenas um livro sobre batalhas; tempo para o desenvolvimento das personagens, tempo para conhecermos o seu background e tempo para a acção. No entanto, nem tudo é bom e considero que algumas das cenas de acção foram descritas de forma algo confusa e atabalhoada mas, dou o devido desconto por achar que não deve de ser nada fácil descrever aquele tipo de batalhas, e por também ter lido sempre o livro ao deitar a horas nada recomendáveis em que o meu cérebro já não estava a funcionar em pleno.

Resumindo, apesar de não ser uma obra brilhante achei o livro um óptimo entretenimento, de tal forma que assim que acabei este volume fui a correr comprar o 2º.
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Opinião
Confesso que de início senti que este livro deixava muito a desejar, daí ter passado tantos meses na minha mesa-de-cabeceira. Até cerca de meio não achei a história para lá de interessante apesar de ter tido alguns momentos em que me senti verdadeiramente emocionada mais pelos acontecimentos em si do que pela forma como estavam a ser contados. Tudo muda a partir desse ponto, pelo que valeu a pena não ter desistido.

De acordo com o que é contado neste livro, a linhagem de descendentes directos de Maria Madalena resumem-se, após as primeiras páginas a Bridget. Tal como todas as outras antes de si (por a linhagem é caracterizada por ser feminina), é detentora de poderes místicos que vão desde algum tipo de controlo sobre o natureza, premonição, visão e dom da cura.

Por altura do início do século XIII, os Cátaros (de quem nunca tinha ouvido falar antes mas que graças a este livro fiquei a conhecer um pouco e a desejar conhecer mais) são perseguidos pela Igreja Católica que os pretende exterminar (what else is new) dada a popularidade que começam a ter entre as pessoas e devido às suas crenças heréticas.

Forçada a estar em constante movimento para fugir àqueles que pretendem vê-la queimada numa fogueira, Bridget, acompanhada por dois cátaros (um deles seu familiar), vê pela primeira vez Raoul de Montvallant no dia do seu casamento com Claire, desde logo, se percebe que, apesar do breve encontro, o destino deles voltará a cruzar-se ao longo do livro.

Não existe propriamente um triângulo amoroso entre estas personagens pois quando dois se cruzam o terceiro se afasta ou é afastado por circunstâncias da vida.

A meu ver, o enfoque deste livro é a perseguição dos Igreja aos Cátaros, e seus simpatizantes, em que o factor Romance apenas existe para fazer o enquadramento dos factos históricos. Será uma espécie de homenagem a estes, ao seu modo de vida, aos seus valores e doutrina.

A violência em nome de qualquer religião ou deus é algo que sempre me chocou. A barbaridade, os crimes, o número incontável de vidas despedaçadas pelas quais a Igreja Católica é responsável (assim como outras religiões) ao longo dos séculos (e que infelizmente continua a despedaçar indirectamente com as suas políticas retrógradas e inflexíveis) é algo absolutamente inacreditável. A forma como a perseguição aos Cátaros é descrita neste livro é ilustrativa da demência que reinou durante tempo demais e em que tudo era permitido em nome de Deus.

O livro tem uma duração temporal de cerca de 40 anos, em que vamos acompanhando as vidas de Bridget, Raoul e Claire e seus respectivos filhos e em como estas se cruzam, por vezes em lados por vezes opostos desta batalha, o que nos dá uma visão mais abrangente dos acontecimentos. Com poucas personagens centrais (tendo em conta especialmente o tempo em que decorre a acção), e centrando a história nos seus dilemas e vivências, Elizabeth Chadwick consegue dar-nos a conhecer um pouco da História deste período tão negro da História da Humanidade, e acho que é isso que se quer num romance histórico.

Achei que este livro é pautado por um tom triste onde, se me permitem a fraca comparação, parece que estamos constantemente embrenhados nas trevas e que poucos são os raios de sol que conseguem penetrar para dar um pouco de alegria. As personagens vivem vidas de sacrifício e abnegação onde os momentos de felicidade são escassos e fugazes.

Não é um livro que tenho um lugar especial no meu coração, nem o acho propriamente uma obra de grande significância ou obrigatória. É, no entanto, um livro recomendável para quem gosta de romances históricos.


Ficha Técnica

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Gosto de me descrever como uma pessoa minimamente justa (sim porque como todo o ser humano tenho defeitos e preconceitos que por vezes podem influenciar o meu julgamento), pelo que não é só dizer mal quando as coisas correm, digamos, menos bem, há que louvar quando as coisas correm bem. A César o que é de César!

Na passada 2ª-feira à noite, enquanto andava nas minhas deambulações pela internet percorrendo livrarias on-line e blogs relacionados com a mesma temática, deparei-me com uma óptima promoção da FNAC em que, na compra do 1º e 3º volumes da saga MILLENNIUM de Stieg Larsson, ofereciam o 2º. Como andava louquinha para comprar estes livros, não o tendo feito ainda devido ao €€, aproveitei de imediato esta oportunidade.

Como detentora do cartão FNAC, tive direito aos tais 10% sobre o preço de editor e, acho (acho é mesmo a expressão correcta pois não faço ideia dos pontos que anteriormente tinha no cartão) que ainda ganhei mais 5% do valor em pontos que depois podem ser convertidos em €€. Melhor ainda foi o facto de não ter de pagar quaisquer portes de envio.

Apesar de ter cartão de crédito não gosto muito de utilizá-lo em transacções on-line, preferindo recorrer ao MBNet sempre que tal se impera mas, na FNAC on-line, eles possibilitam também pagamento por multibanco ou homebanking, o que dá garantias adicionais aos fanáticos da teoria da conspiração como eu (apesar de pertencer a uma área tecnológica sou muito desconfiada de tudo aquilo que mete a segurança dos nossos dados em questão).

Para terminar os elogios, tenho só a dizer que hoje é 4ª-feira e já tenho os livros em minha posse. Fica provado assim que a FNAC, apesar de andar a descer na minha consideração nos últimos tempos, pode ter-me conquistado como cliente on-line depois da excelente qualidade do serviço prestado (e desde que continue com excelentes promoções como estas pois a concorrência, entenda-se hipermerc
ados, não perdoa).
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Autor: Marian Keyes
Editora: Penguin Books
N.º de Páginas: 885
Género: Chick Lit
ISBN: 978-0-141-02675-6


Sinopse
'Everybody remembers where they were the day they heard that Paddy de Courcy was getting married’ But for four women in particular, the big news about the charismatic politician is especially momentous … Stylist Lola has every reason to be interested in who Paddy’s marrying – because although she’s his girlfriend, she definitely isn’t the bride-to-be. Heartbroken, she flees the city for a cottage by the sea. But will Lola’s retreat prove as idyllic as she hopes? … Not if journalist Grace has anything to do with it. She wants the inside story on the de Courcy engagement and thinks Lola holds the key. Grace’s sister, Marnie, might be able to help but she’s too busy holding her perfect life – perfect husband, perfect children, perfect house – together. And what of the soon to be Mrs de Courcy … Alicia will has waited a long time for this and is determined to be the perfect politician’s wife. But does she know the real Paddy de Courcy? Four very different women. One awfully charming man. And the dark secret that binds them all … '

Imprensa
"So funny, so perceptive, so real... I changed my life for this book"
Mail on Sunday

"The laughs come fast and furious... a gripping, compelling tale"
Sunday Independent

"Gripping from the start... the master at her best"
Daily Telegraph


Opinião
Decidi adquirir este livro porque fazia parte daquela excelente promoção que encontrei na maior parte das livrarias quando estive de férias em Londres. Dado que nada conhecia acerca da autora e da sua obra fiei-me nas opiniões manifestadas pela imprensa e as quais, para uma melhor percepção das palavras que se seguem, decidi colocar como informação adicional neste post.

Como podem ver acima na secção "imprensa" esta autora é considerada uma mestre neste género literário. Tendo já lido outros livros deste género de outras autoras (os quais fazem parte da pilha de 11 livros sobre os quais comentar que está aqui mesmo do meu lado) achei que, ao ler comprar algo da "mestre" estava a fazer uma escolha sem erro possível. E meu Deus como eu estava enganada!

A partir da sinopse é fácil perceber que esta é uma história contada a 4 vozes, Lola, Grace, Marnie e Alicia, cada uma menos interessante que a outra. Começando por ordem de desinteresse.
  1. Alicia - Noiva. Personagem mais sem sal e sem personalidade que se pode imaginar. Daquele "tipinho" de mulheres que o mundo pode perfeitamente passar sem (nada mais a dizer porque não quero enxovalhar);
  2. Marnie - alcoólica, depressiva que acha que sofre mais que o resto do mundo, que não consegue esquecer um amor de adolescência, deixando que isso molde todos os anos subsequentes da sua vida. Chata, chata, chata! Só se sabe lamentar e dizer que não é alcoólica enquanto despeja para dentro quantidades inusitadas de vodka. Ora, se eu já na minha adolescência não tinha grande paciência para bêbados (alcoolicamente alegres ainda escapava) tendo-me afastado de um grupo de "amigos" por literalmente não saberem sair à noite sem se enfrascarem, não me parece que, em tempo algum, consiga sentir qualquer tipo de empatia com este tipo de personagens e a sua constante auto lamentação. Para esquecer portanto!
  3. Grace - Jornalista. Personagem minimamente interessante mas que não me conseguiu cativar. Parece que há volta dela só há drama!!! (mas afinal isto não era suposto ser um livro para rir do princípio ao fim de acordo com a "imprensa"?!)
  4. Lola - Estilista pessoal. Personagem que me levou a ter a perseverança de terminar o livro. De todas as personagens é aquela com a história e vivências ao longo do livro mais interessantes. Mesmo assim dada a momentos de auto-comiseração de bradar aos céus mas com as quais, mesmo assim, consegui sentir algum tipo de empatia por ela por já ter estado numa situação ligeiramente semelhante (o moçoilo não se casou com outra mas num dia chora a jurar-me amor eterno e disse que queria casar comigo quando queria conquistar-me de volta e no outro dia aparece com nova namorada pelo braço LOLOL). Ao longo da história esta cruza-se com um sem fim de personagens de algum modo estereotipadas mas que dão toda a cor a este livro e algum humor (se bem que nunca esbocei mais que um sorriso) passando pelo surfista deus do sexo, pelo grupo de elementos típicos que frequentam bares maioritariamente masculinos, turistas estrangeiros (francesa), a por vezes e para quem quer simpática velhinha da aldeia, travestis e o grupo de amigos sempre onde o "todos diferentes, todos iguais"
Já deve de ter dado para perceber que este livro foi tudo menos uma leitura agradável, tendo sido na realidade uma dura travesia no deserto sem oásis à vista!

Existem livros que gostaria de ter acesso ao ponto de vista de outra personagem sobre o que está a desenrolar-se achando que isso traria algum "sabor" adicional à história mas, no caso deste livro em particular, tal foi muito mal conseguido fazendo com que a esta se prolongasse por tempo demais sem que nada de muito relevante ou interessante sucedesse.

Quanto ao tão proclamado sentido de humor, constato para referência futura que me deverei manter afastada de obras de outros autores irlandeses cuja característica essencial seja essa pois, o meu humor não se cruza de maneira nenhuma com aquele que li.

Não agradou, nem sequer chegando perto das expectativas que tinha acerca dele. Se esta é a melhor obra escrita por esta autora, e tendo em conta a desilusão, jamais comprarei outro livro desta senhora.

Outra nota que retiro é que, quase 900 páginas de chick lit são páginas a mais!


Nota: Este vai juntar-se à pilha de livros para sortear no blog. Não penso comprar nada desta autora e não vale a pena estar a ocupar espaço na minha "rica" estante (a Cinha Jardim fala nas "ricas filhas", eu falo na "rica estante" porque filhos não tenho).


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Autor: Stephenie Meyer
Editora: Gailivro
N.º de Páginas: 753
Género: Romance Fantástico
ISBN: 978-989-557-588-6
Tradutor: Maria Peres

Sinopse
"Se a tua vida era tudo o que tinhas para dar, como poderias recusá-la? A alguém que amavas verdadeiramente? Para Bella Swan, o amor inelutável por um vampiro enreda-se, de um modo fantástico e terrível, com a realidade perigosamente opressiva. Impelida, num sentido, pela sua paixão intensa por Edward Cullen e, no outro, pela ligação profunda ao lobisomem Jacob Black, Bella enfrentara um ano tumultuoso de tentações, perdas e conflitos que a irá colocar perante um momento final e decisivo. A escolha eminente entre ingressar num mundo tenebroso mas sedutor dos imortais, ou prosseguir uma existência inteiramente humana é o fio do qual se suspendem os destinos dos dois clãs. Agora que Bella já tomou uma decisão, uma cadeia perturbante de acontecimentos sem precedentes está prestes a desenrolar-se, antevendo efeitos potencialmente devastadores e incomensuráveis. Quando os fragmentos corroídos da sua vida - inicialmente desvendada em "Crepúsculo" e, depois, estilhaçada e dilacerada em "Lua Nova" e "Eclipse" - parecem prestes a sarar e a unir-se num todo, será que irão terminar destruídos... para sempre? "
retirado do site da Bertrand


Opinião
Como é que se consegue escrever tanto e dizer-se tão pouco e acontecer ainda menos?! Pois perguntem à querida Stephenie Meyer que encheu os seus lindos bolsinhos de dinheiro à conta desta saga que, resumida a 3 livros em vez de 4, ainda tinha "palha" a mais.

Que melhor para expressar o meu sentimento relativo a este livro, que dizer que foi um mágico contribuinte para as minhas noites de insónia, terminando com elas de vez! Só o acabei no tempo que acabei porque o levei para o dentista (aí está uma saga ainda mais interminável que esta) e estive 1 hora à espera, caso contrário ainda estaria na minha cabeceira por acabar.

Esta história tem mais semelhanças com um conto de fadas para crianças que propriamente um livro para jovens adultos (teenagers, whatever...). Será que a juventude de hoje não aguenta com um pouco de sacrifício para se obter o que se quer? Será que para ser interessante e verosímil para estes futuros adultos tudo tem de ser facilidade? e o fim? terá de ser ele tão cor-de-rosa ao ponto de ser pior que muitas das histórias que a minha mãe me contou em criança (contos infantis mesmo!) pois nem os "maus da fita" são verdadeiramente castigados?

A história é toda ela tão inverosímil (sim eu sei trata-se de fantasia mas, mesmo dentro deste género há que estabelecer critérios minimamente aceitáveis) que nem sei por onde começar!

O parto de Nessie é algo indescritível, o que leva à sobrevivência de Bella ainda mais inverosímil. A facilidade com que a Bella passa de humana a vampira, sem nenhum dos problemas de sede incontrolável, entre outros, que TODOS os outros vampiros passaram até ela e depois dela, é outra. A facilidade com que ela "recusa" sangue humano quando o é ainda extremamente difícil para vampiros "maduros" conta como mais uma. Claro está que a pièce de résistance é mesmo o facto de ela aprender tudo com muito mais facilidade que qualquer outro vampiro (na nova vida e no novo corpo), ser das, senão mesmo a, mais deslumbrante vampira e (ouvem-se rufos ao fundo...) a super hiper mega (tive um momento Floribela perdoem-me mas não consegui aguentar) super poderosa vampira, capaz de afugentar os Volturi. Não acontece nem uma única batalha, uma única escaramuça, nada para dar mais drama e acção à história (acontece algo mas nem meia página dura por isso não é de grande valor). Só me resta concluir que esta autora tem MUITO medo de se aventurar por esse campo da acção tornando os diálogos interiores das suas personagens e os diálogos entre estas muito, muito extensos, e nem sempre interessantes.

ah... E já me ia esquecendo, aquela coisa da marcação dos lobisomens por crianças é algo no mínimo discutível e foi uma volta para lá de pouquíssimo convincente para deixar todos felizes e contentes.

Por fim, tenho de agradecer à Stephenie (acho que depois de lhe dar o meu €€ em 4 volumes que nem condensados em 3 se aproveita me posso dar a essa liberdade de a tratar pelo 1º nome) pela fantástica capacidade de me fazer adormecer bem depressa, algo que já nem os comprimidos para dormir estavam a conseguir.

Afinal, há sempre um livro para todas as situações da nossa vida!!
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Autor: Kelley Armstrong
Editora: Time Warner Books (UK)
Encadernação: Capa Mole
N.º de páginas: 464
Género: Ficção Urbana
ISBN:9781841493503


Sinopse

"Elena Michaels is the world's only female werewolf. And she's tired of it. Tired of a life spent hiding and protecting, a life where her most important job is hunting down rogue werewolves. Tired of a world that not only accepts the worst in her— her temper, her violence—but requires it. Worst of all, she realizes she's growing content with that life, with being that person.
So she left the Pack and returned to Toronto where she's trying to live as a human. When the Pack leader calls asking for her help fighting a sudden uprising, she only agrees because she owes him. Once this is over, she'll be squared with the Pack and free to live life as a human. Which is what she wants. Really."

Opinião
Elena, tendo sido transformada em lobisomens contra a sua vontade, e ao fim de alguns anos de convivência, decide afastar-se da sua alcateia para tentar levar uma vida normal, com um emprego, namorado e família humana, algo em que tem sido relativamente bem-sucedida até o dia em que recebe uma estranha chamada macho Alpha da alcateia, Jeremy.

A alcateia está com problemas em lidar com uns “Mutts” (lobisomens não pertencentes a uma alcateia) que lhes estão a comprometer o disfarce mantido durante muitos anos junto de uma comunidade humana, e Elena é chamada a ajudar já que estes são a sua especialidade. Mas voltar a “casa” significa abrir muitas feridas e lidar com situações mal resolvidas com o homem que ela um dia amou e que a transformou naquilo que ela é hoje, Clay.

Este livro está escrito de uma forma completamente envolvente e os momentos de pausa são escassos, o que o torna numa leitura absolutamente viciante, ou, como diriam os anglo-saxónicos, um verdadeiro “page turner”.

Elena é uma personagem bastante complexa e real, com qualidades e defeitos e detentora de um passado muito atribulado, o qual vamos descobrindo aos poucos. Aquilo que ela é e se tornou fazem com que seja uma personagem com uma grande carga emocional de agressividade e raiva não só pelo seu passado como pelo futuro que lhe foi roubado, algo que tenta esconder a todo o custo em prol dessa “vida normal” a que aspira.

Os seus sentimentos por Clay, uma personagem por si só bastante complexa e cheia de defeitos bem longe do homem perfeito criado para as heroínas deste tipo de livro, são contraditórios. É claro, desde o início deste livro que aquela relação está longe de estar terminada e esse “querer não querendo” é muito bem explorado ao longo de toda a história. O triângulo amoroso tem um fim que não é logo óbvio e autora não teve de recorrer aqueles clichés de matar um ou torná-lo dono de um defeito atroz e incompatível com a personalidade da personagem principal para que a escolha fosse feita.

O desenvolvimento das restantes personagens dos livros é díspar. Algumas encontram-se bastante bem desenvolvidas, outras nem por isso, mas todas com personalidades e movimentações na história bem distintas, tornando-se indispensáveis ao enredo que está a ser desenvolvido. Nenhuma parece estar a mais.

Este livro é uma autêntica descarga de adrenalina com todos os ingredientes para necessários para o tornar NO livro que rejuvenesce o mito dos lobisomens. Intriga, violência, emoção, romance e acção à mistura, tudo está lá e nas doses e alturas certas. Torna-se ainda melhor por estarmos perante uma heroína que de, ao contrário de muitos dos livros deste género, é forte, decidida e parte para acção. Mal dá para acreditar que se trata do 1º livro desta autora!

É, sem qualquer margem para dúvidas, que recomendo este livro aos apreciadores do género.



P.S. Peço imensas desculpas ao vencedores dos passatempos da semana passada mas ainda não consegui passar pelos correios para enviar os vossos prémios. Assim que o conseguir envio-vos um e-mail com essa informação.
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Quero agradecer uma vez mais a participação de todos neste passatempo, o mais concorrido até agora.

As respostas consideradas correctas eram:

Qual a série literária a que pertence este livro?
Casa da Noite
ou House of Night

Qual o nome da personagem principal desta série?
Zoey
ou Zoey Redbird

O vencedor escolhido de forma aleatória foi:
7 - Ricardo Raimundo

Muitos Parabéns ao vencedor!

Tal como indiquei no post anterior, espero conseguir enviar o livro juntamente com os livros dos restantes sorteados dos outros passatempos ainda este sábado. Peço desculpas por qualquer atraso mas está complicado conseguir dar uma escapadela no trabalho para ir aos correios.


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Muito obrigada a todos os participantes deste passatempo. Superamos a barreira das 30 participações se bem que apenas 24 foram consideradas válidas (repetição de morada, morada fora de Portugal Continental e respostas sem morada).

As respostas consideradas correctas eram:
  1. Qual a nacionalidade do autor? Indiana ou Indiano
  2. Qual o prémio ganho por esta obra? Man Booker Prize ou Booker Prize (a indicação do ano não era relevante).
O vencedor escolhido aleatoriamente foi:
15 - Carla Barroso

Parabéns Carla!

Espero conseguir enviar o livro juntamente com os livros dos restantes sorteados dos outros passatempos ainda este sábado. Peço desculpas por qualquer atraso mas está complicado conseguir dar uma escapadela no trabalho para ir aos correios.
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Muito obrigada a todos os participantes deste primeiro passatempo do Leituras e Devaneios.

As respostas consideradas correctas eram:

Qual o nome da série de livros a que esta obra pertence?
Sookie Stackhouse ou The Southern Vampires Series

Por quem a personagem principal se apaixona neste livro?
Bill Compton ou apenas Bill

Quantos livros desta série já foram publicados na sua versão original?
9

O vencedor escolhido aleatoriamente foi:
3 - Luís Gomes

Parabéns! O livro segue até o fim desta semana pelo Correio.

P.S.
Todas as respostas dadas foram por mim analisadas uma a uma e verifiquei que 4 pessoas distintas responderam ao passatempo com exactamente a mesma morada. Por uma questão de justiça para com os restantes participantes apenas considerei para efeitos de concurso uma das pessoas pois, se se tratar da mesma casa, fica em família e todos puderão disfrutar no livro à mesma. Peço aos mesmos que, caso se trate de uma morada relativa a um escritório, respondam aos restantes passatempos em aberto com as suas moradas residenciais pois o mesmo procedimento será adoptado, ou seja, apenas será considerada uma participação por pessoa e morada.
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Este livro foi-me oferecido há mais de 10 anos pela melhor amiga que alguma vez tive na vida, a Rita Camelo, pois sabia da minha adoração por literatura e história, e este pareceu-lhe o livro indicado para mim.

Por imaturidade minha na altura e por circunstâncias da vida, perdi a sua amizade e, consequentemente o contacto com ela. Sinto a falta dela a cada dia que passa, e cada vez mais lhe dou valor pela âncora que foi na minha vida e que fez com que não andasse à deriva numa das suas piores fases.

Rita, se alguma vez leres isto, gostaria de agradecer-te do fundo do coração tudo o que fizeste por mim. Jamais te esquecerei!

Opinião
Este livro só foi concluído à 6ª tentativa de o ler o que, por si só, não é um bom presságio no que concerne ao interesse que o mesmo me despertou. Elaborado com base em documentos pertencentes aos arquivos da Casa de França e no diário íntimo e correspondência da Rainha D. Amélia, a qual fala directamente para nós leitores.

Não foi uma mulher que tenha tido a vida facilitada ou que me pareça que tenha sido muito feliz desde tenra idade mas, acho um exagero as vezes em que as suas virtudes (algumas delas reconhecidas até os dias de hoje) são auto proclamadas em detrimento de praticamente todos os outros intervenientes na história os quais nunca estavam à sua altura nem ao seu nível de visão história, política e social. Foi uma grande mulher sem dúvida por tudo o que teve de suportar mas não era necessário exagerar!

Outro dos pontos menos bons da história é o eterno desfiar do rosário de personagens históricas das várias casas reais europeias em que nunca alguém é apenas referido como "meu primo" mas sim "meu primo, duque de ..... filho do herdeiro do trono de... e da princesa .....". Com este livro quase que conseguimos traçar árvore genealógica de 3 gerações de elementos das casas reais, mas não se fica por aqui. Em algumas passagens é-nos dado a conhecer, inclusive, o menu de algumas das refeições oficiais a que a Rainha ou o Rei D. Carlos atenderam (absolutamente desnecessário).

A parte final do livro será a melhor de todas pois dá-nos a conhecer melhor Amélia a Mulher, e não Amélia a rainha e é isso que fez muita falta a este livro. Se eu quisesse conhecer Amélia a Rainha lia livros de história mas queria mesmo conhecer era Amélia a Mulher, que por acaso também era Rainha.

Acho que fica bem expresso o meu descontentamento ao ler este livro mas, e como já disse aqui, não me desfaço de livros que me são dados. Mesmo que assim não fosse, este nunca sairá da minha estante pois é das poucas recordações que guardo de alguém tão especial para mim, pelo que este não entrará em nenhum passatempo futuro.

Ficha Técnica
Autor: Stéphane Bern
Editora: Civilização
Encadernação: Capa Mole
N.º de páginas: 228
Género: Romance Histórico
ISBN: 978-972-261-545-7
Tradução: Daniela Carvalhal Garcia
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Parti com grandes expectativas para a leitura deste livro composto por pequenos contos/histórias, não só por já ter ouvido falar muito bem dele mas também por se tratar de um livro de Mark Twain que tanto já me encantou no passado.

Opinião
Este pequeno livro de contos, confirma o que já desconfiava há muito tempo... Não sou pessoa de contos!

De todos os contos que constituem esta obra, o único que me foi capaz de despertar a curiosidade e arrancar tanto gargalhadas como lágrimas foi aquele que lhe dá nome, se bem que soube a muito, muito pouco. Apenas 28 páginas lhe são dedicadas tendo ficado com aquela sensação de que muito mais poderia ter sido escrito, de que a história e as personagens tinham muito mais a dar. A "luta de sexos" aqui descrita continua actual, as falas (pensamentos) dos personagens muitas vezes hilariantes, e o fim do conto é lindo:
"At Eve's Grave
ADAM: Wheresoever she was, there was Eden".

Dos restantes pouco mais há para dizer além de que contribuíram para a diminuição das minhas insónias de tão pouco apelativos que foram para mim. Mesmo assim, e se tivesse de destacar um pela sua completa falta de interesse, este seria o "The $30,000 Bequest". É mau, mesmo muito mau. Passamos a maior parte do conto a ver as personagens fazer contas e projectos de investimento para um dinheiro que não têm, o que leva a que o desfecho seja bastante previsível.

Seguindo o mesmo raciocínio, se tivesse de eleger o menos mau (porque conseguiu mesmo assim me emocionar) seria o "Was it Heaven? or Hell?".

Pouco mais tenho a acrescentar para além de que não se tratou de todo de um livro que correspondesse às expectativas, e que leva a que tão depressa não pegue em nenhum livro de contos.

Posto isto, e como não pretendo manter tal obra na minha estante de livros, estejam atentos que em breve lançarei um novo passatempo para oferecer este livro a alguém que, assim espero, o saiba apreciar.

Ficha Técnica

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Como podem ver aqui este foi um livro que ficou longe de me agradar pelo que, e após muita ponderação, resolvi que não faz sentido mantê-lo na minha estante se não era para completar a colecção.

Assim sendo, decidi que o melhor era oferecê-lo a alguém que o seja capaz de apreciar pelo que optei por abrir um novo passatempo. Para habilitarem-se a ganhar este livro apenas têm de responder correctamente às seguintes questões:
  1. Qual o nome da série literária a que pertence este livro?
  2. Qual o nome da personagem principal desta série?
Enviem as vossas respostas, juntamente com o vosso nome, e-mail e morada, para o seguinte contacto: isabel.pereira.c @ gmail.com (retirar os espaços), até o fim do dia 17 de Junho.

O presente passatempo é válido apenas para Portugal Continental e apenas será aceite uma participação por pessoa.

O vencedor será seleccionado aleatoriamente (gerador de números aleatórios) dentro de todos os que responderam correctamente às questões acima colocadas.
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Acabaram de me oferecer a versão portuguesa do livro "The White Tiger" que tinha adquirido estas férias. Como não faz sentido nenhum manter os dois livros, e como não sou capaz de me desfazer de um livro que me tenha sido oferecido, optei por disponibilizar a versão a inglês para quem o queira ler.

Para se habilitarem a ganhar basta responder correctamente às seguintes questões:
  1. Qual a nacionalidade do autor?
  2. Qual o prémio ganho por esta obra?
Enviem as vossas respostas, juntamente com o vosso nome, e-mail e morada, para o seguinte contacto: isabel.pereira.c @ gmail.com (retirar os espaços), até o fim do dia 17 de Junho.

O presente passatempo é válido apenas para Portugal Continental e apenas será aceite uma participação por pessoa.

O vencedor será seleccionado aleatoriamente (gerador de números aleatórios) dentro de todos os que responderam correctamente.

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Estive por terras londrinas nos últimos dias e, como não podia deixar de ser, passei boa parte do tempo enfiada em livrarias. Percorri desde a mais antiga livraria em Londres, Hatchard's, até às grandes cadeias de livrarias como a Borders e a Waterstone's.

Não sei se tive sorte ou se é prática corrente por aquelas bandas mas apanhei em quase todas as livrarias a que fui uma óptima promoção que permitia, dentro de um leque bem grande e abrangente de obras e géneros, a aquisição de 3 livros pelo preço de 2.

Apesar de ter aproveitado grandemente esta promoção a maior parte dos livros que iam na lista de "A comprar" ficaram mesmo por comprar pois não faziam parte da promoção e saia mais barato mandar vir pela internet. No entanto, aproveitei para comprar livros de autores que andava com vontade de experimentar, assim como para ficar a conhecer outros de que nunca ouvi sequer falar mas gostei das opiniões e sinopses dos livros que escreveram.

No total foram adquiridos 24 livros (2 em duplicado!) os quais podem ver no slideshow acima apresentado. Nem imaginam o peso das malas!!!


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Depois de umas belas férias em que a compra de livros arrasou com o meu orçamento e, ao chegar a casa e reparar que consegui comprar dois livros iguais "Dead Until Dark" da Charlaine Harris, decidi abrir um passatempo para oferta de um deles.
Para se habilitarem a ganhar apenas têm que responder de forma correcta às seguintes perguntas:

  • Qual o nome da série de livros a que esta obra pertence?
  • Por quem a personagem principal se apaixona neste livro?
  • Quantos livros desta série já foram publicados na sua versão original?

Enviem as vossas respostas, juntamente com o vosso nome, e-mail e morada, para o seguinte contacto:
isabel.pereira.c @ gmail.com (retirar os espaços), até o fim do dia 15 Junho.

O vencedor será escolhido de forma aleatória com recurso a um gerador de números aleatórios.

Nota: O presente passatempo é válido apenas para Portugal Continental.
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Este livro, e como não podia deixar de ser, passou directamente para o topo da minha lista de livros em leitura e foi bem rápido de concluir.

Opinião

Neste livro, no seguimento cronológico d’ “O Filho das Sombras”, seguimos a história de Clodagh, filha de Sean e Aisling, a partir do momento em que se torna responsável pela gestão da casa devido à aproximação da data em que a sua mãe dará a luz o tão esperado HERDEIRO DE SEVENWATERS.


Clodagh é uma jovem mulher cujo maior talento é a organização e gestão da lide doméstica ficando-se, no reino do misticismo, pela comunicação telepática com a sua irmã gémea. No entanto, e quando forçada pelas circunstâncias do rapto do seu irmão, é capaz dos actos mais extraordinários de bravura pela salvaguarda não só da vida do tão esperado herdeiro como também pela estabilidade de toda a família. Para tal terá de entrar no mundo das Criaturas Encantadas onde vai descobrir que nem todos querem bem à sua família.

Ao longo da história, e até ao momento da reviravolta, vão sucedendo-se os encontros menos agradáveis com a personagem Cathal, um guerreiro ao serviço de Johny, e que se revelará uma ajuda preciosa no momento em que Clodagh mais precisa. Juntos vão arriscar tudo para enfrentar o Senhor do Carvalho, negociando até com as suas vidas. Clodagh e Catal formam o par romântico desta história.

Deixando um pouco de lado a história e passando à análise geral do livro em si, lamento dizê-lo mas, na minha muito modesta opinião e que vale o que vale, esta não é uma das melhores obras desta autora e passo a explicar.

Primeiro: Há uma mudança substancial no tom da escrita, seguindo uma estrutura mais parecida com as últimas obras escritas para um público mais jovem, em que o tom é mais leve, menos dark e de longe menos poético que as obras precedentes. Talvez, de certa forma, isso tenha tornado o modo de falar das personagens mais credível mas eu sinto a falta da sua antiga forma de escrever. Depois há o facto de haver muita repetição de informação completamente desnecessária e nada típico da escrita desta autora. Por vezes dá-nos mesmo a sensação que o livro tem partes que poderiam ter sido escritos por outro autor e não pela Marillier de tão diferente que é.

Segundo: A personagem principal é menos complexa; os seus diálogos interiores falham pela excessiva repetitividade (ninguém acredita no que ela conta acerca dos acontecimentos e consequências do rapto do irmão) e falta de conflitos internos mais profundos; ao contrário dos demais heróis e heroínas de Marillier esta personagem não tem de tecer compexos ardis para conseguir salvar aqueles que ama, é tudo plain simple and on the open. O mesmo se aplica às restantes personagens com alguma importância na história. Até as razões que justificam os actos do vilão são simples e directas (muito pouco é dado a conjunturas).

Terceiro: A história está escrita da tal forma que pode-se dizer que a lemos mais do que vivemos, e isso era o que de tão maravilhoso e mágico Marilier tinha e espero que ainda tenha (em livros futuros). É uma excelente contadora de histórias, com uma capacidade fantástica de nos enredar de tal forma na mesma que é como se fôssemos os personagens e sentíssemos tudo o que sente, e não meros leitores das suas palavras.

Quarto: Uma das revelações mais importantes do livro (relacionada com o Johny) é passada para último plano tenho sido feita em menos de meia dúzia de linhas assim como quem não quer a coisa. De pasmar sem a menor dúvida, e não pela positiva.

Por fim, e devem achá-la a razão mais parva possível, este livro não foi capaz de me arrancar um sorriso ou lágrima (e meu Deus como eu chorei em todas as obras precedentes desta autora). Foi incapaz de me levar a qualquer tipo de emoção maior.
Concluo dizendo que não se trata definitivamente de uma das melhores obras desta maravilhosa autora, mas que, e mesmo depois de tudo o que foi dito acima, é de leitura muito agradável e recomendável a quem gosta do género.
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A minha primeira opinião em muito tempo vai para este livro, uma das novas grandes apostas da Editora Saída de Emergência, e uma das minhas muitas aquisições na Feira do Livro de Lisboa deste ano.

Trata-se da primeira em muito tempo pois de tão pouco que tenho a dizer sobre este livro, julgo não incorrer em injustiças por não lhe dar o devido tempo para maturar as ideias que tenho sobre o mesmo.




Ficha Técnica
Autor: P.C. Cast + Kristin Cast
Editora: Saída de Emergência
Encadernação: Capa Mole
N.º de páginas: 302
Género: Romance Fantástico
ISBN: 978-989-637-129-6
Tradução: Susana Serrão

Sinopse
"Zoey Redbird tem 16 anos e vive num mundo igual ao nosso, com uma única excepção: os vampyros não só existem como são tolerados. Os humanos que os vampyros "marcam" como especiais entram na Casa da Noite, uma escola onde se vão transformar em vampyros ou, se o corpo o rejeitar, morrer. Para Zoey, apesar do medo inicial, ser marcada é uma verdadeira bênção. É que ela nunca encaixou no mundo normal e sempre sentiu que estava destinada a algo mais. Mas mesmo na nova escola a jovem sente-se diferente dos outros: é que a marca que a Deusa Nyx lhe fez é especial, mostrando que os seus poderes são muito fortes para alguém tão jovem. Na Escola da Noite, Zoey acaba por encontrar amizade e amor, mas também mentira e inveja. Afinal, nem tudo está bem no mundo dos vampyros e os problemas que pensava ter deixado para trás não se comparam aos desafios que tem pela frente."

Opinião
Neste livro, e como parece estar a virar moda no género literário fantástico por esse mundo fora, surge uma "nova forma" de vampyros em que tal condição se deve a um efeito fisiológico que ocorre na adolescência que os torna diferente dos demais humanos e que leva a tal transformação (ou morte). Ora, uma vez mais estes vampiros têm características muito especiais e diferentes do que é comummente estabelecido como "normal" pelo folclore mundo fora, como uma certa tolerância à luz (não morrem quando expostos ao sol) e poderes místicos. Só me pergunto, quantas versões mais é que vão conseguir inventar?

Neste mundo retratado, os vampiros não só existem como são aceites pela sociedade, vindo-se a descobrir que algumas das pessoas mais talentosas e bonitas da actualidade do mundo artístico, são na realidade vampyros que, na generalidade, dominam o mundo das artes.

Voltando ao livro em si, este acompanha os últimos passos de Zoey Redbird, uma adolescente de 16 anos, como humana e os seus primeiros enquanto vampyra. Como a maioria dos adolescentes, vive problemas de relacionamentos paternais (uma mãe que estando presente está ausente e um padrasto fanático religioso) os quais chegam ao ponto de ruptura a partir do momento em que é "marcada" para se tornar vampira. A partir deste momento uma série de acontecimentos sucedem-se em catadupa que explicam o como esta adquire os poderes mencionados na Sinopse.

Não querendo revelar muito sobre a história, Zoey acaba por sair do mundo humano para integrar o mundo vampyrico na forma de uma espécie de, espantem-se, escola secundária para vampiros, onde todos os clichés típicos de um filme de adolescentes americanos sofreram ligeiras transformações mas continuam lá (não tenho mesmo pachora para este tipo de clichés). Ele é o grupo dos mais bonitos dos mais bonitos (sim porque ao que parece os vampyros são praticamente todos bonitos e depois há os ainda mais bonitos de todos) liderados pela mais bonita (ou das mais bonitas) mas "má como as cobras" que muito faz lembrar os grupos das cheerleaders e dos jogadores de futebol de uma escola normal; ele é o grupinho dos inadaptados/rejeitados onde não podia faltar a rapariguinha super boazinha com laivos de pateta e umas "Gémeas", que de gémeas só têm o facto de serem para lá de irritantes e o amiguinho gay rejeitado por todos e viciado no "bem falar"; os professores bonzinhos, os fascinantes e os normais; a paixoneta pelo rapaz mais giro da escola que é ex-namorado da má da fita entre tantos outros; diferente mesmo é o facto de serem vampyros, a escola ser nocturna e o mistério que vai surgir.

A integração da Zoey no grupo dos "rejeitados" é rápida demais; o mistério, se bem que não é tudo revelado, é pouco explorado e o suspense é quase nenhum; os sacrifícios feitos pelos "rejeitados", com tão pouco tempo de amizade, são no mínimo rocambolescos! Tudo acaba por acontecer de maneira muito rápida e muito fácil para a protagonista!

Creio que o que as autoras tentaram fazer foi mesclar vampiros com um pouco de Harry Potter senão veja-se a marca da Zoey pois, apesar de todos estarem marcados, esta tem uma marca que a distingue nos demais; a escola especial para vampyros onde não são leccionados os temas típicos de qualquer outra escola; e os poderes místicos que variam de vampyro para vampyro. Tudo isto levou a que tenha sido escrito um livro que denominaria de simples, de escrita ainda mais simples e pouco apelativa em termos literários e que, ao contrário do "Crepúsculo" ou do "Harry Potter", tem de melhorar muito se pretende cativar mais público do que aquele que é o seu público alvo, os adolescentes. Sinceramente não percebo como é que este livro vai herdar os fãs de "Crepúsculo". Só se for por estarmos a falar do mesmo público alvo, uma vez que é bem mais fraco que o 1º livro da Saga da Stephenie Meyer (não incluo os restantes neste comentário).

Não é um livro com o qual me tenha identificado especialmente (e se eu adoro vampiros e todo o folclore à volta destes), e que considere de leitura essencial a qualquer apreciador do género. Provavelmente só comprarei os restantes livros por duas razões: 1ª não gosto de deixar nada a meio; 2ª quero comprovar se estou certa sobre quem será aquela que se parece com a luz mas não o é.


P.S.
O tom desta opinião encontra-se inflamado de sarcasmo e mau feitio por, no fim da leitura, me ter sentido completamente defraudada.
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Não sei de melhor forma de começar este post senão pelo título em si:
"Feira do Livro de Lisboa 2009: o drama, a tragédia, o horror!"

Ora, terá sido algo do género que a minha carteira, costas e ricos bracinhos sentiram de cada vez que eu sacava do meu cartão multibanco e fazia mais uma aquisição nesta bendita feira. Se os pobres falassem diria algo do género "Não!!! por favor, mais não!!! Tem pena de nós!". E a culpa é de quem? Do R. pois claro que se escusou a ir à feira comigo para me controlar.

Ainda antes de falar das aquisições e da "desgraça" do dia em si deixem-me só fazer um pequeno à parte. A caminho dos barcos reparei na existência de uma mini mini feira do livro que por vezes vai surgindo na estação de metro, nomeadamente na do Cais do Sodré. Nada de mais dirão vocês, há para aí feiras dessas aos rodos. Concordo em absoluto mas, o que tornou a existência desta feira merecedora de destaque neste post, era ter um slogan do género "há mais algum vício que não lhe faça mal?", referindo-se claramente ao vício da leitura. Pois bem, ao senhor ou senhora que criou esse slogan só tenho a dizer:
"Meu/Minha querido/a, só diz isso porque realmente não é viciado em literatura senão vejamos. Os livros em Portugal são caros (fazem mal à carteira) e quando aproveitamos as feiras e estas têm muitos títulos interessantes a preços ainda mais interessantes, arruína ainda com as costas, braços, ombros e afins (logo, faz mal ao esqueleto)."

Tudo isto para dizer que não tive coragem de ver a feira toda. Parei no stand da Bizâncio (estava a subir a rua) porque depois das aquisições nesse stand, já não aguentava mais de dores nas mãos e costas de carregar tanto livro, e tinha medo de não conseguir resistir a mais umas comprinhas e depois não conseguir, literalmente, sair de lá de tão carregada que estava. Escusado será dizer que, se já muitos livros tinham ficado por comprar porque o €€ não é elástico dos stands que já tinha visto, muitos mais ficaram por comprar por nem sequer me terem passado pela vista.

A desgraça fica-se então pelos seguintes títulos:
- Baby Blues n.º 17,18 e 19, Kirkman & Scott
- Baby Blues - Dez anos e ainda de Fraldas, uma antologia a cores, Kirkman & Scott
- A Herança do Vazio, Kiran Desai
- Aprendiz de Assassino, Robin Hobb
- O Festim dos Corvos, George R.R. Martin
- O Codex Maia, Douglas Preston
- A Águia de Sangue, Simon Scarrow
- A Profesia da Águia, Simon Scarrow
- Marcada, P.C. Cast & Kristin Cast
- Serpente, Clive Cussler (oferta Saída de Emergência)
- A Espada de Átila, Michael Curtis Ford (oferta Saída de Emergência)
- O Escândalo da Temporada, Sophie Gee (oferta Saída de Emergência)
- A Casa da Floresta, Marion Zimmer Bradley
- Pássaros Feridos, Colleen McCullough
- A Ilha das Trevas, José Rodrigues dos Santos

Dá para perceber que, ao carregar isto tudo, qualquer semelhança entre mim e um burro de carga não era pura coincidência!

Note to self: Para o ano levar um trolley!
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E porque não preciso de qualquer desculpa para adquirir imediatamente qualquer novo livro editado da Juliet Marillier, a compra de hoje....

Sinopse
"Os chefes de clã de Sevenwaters são há muito guardiões de uma vasta e misteriosa floresta, um dos últimos refúgios dos Tuatha De Danann, as Criaturas Encantadas que povoam as velhas lendas. Aí, homens e habitantes do Outro Mundo coabitam lado a lado, separados pelo finíssimo véu que divide os dois reinos e unidos por uma cautelosa confiança mútua. Até à Primavera em Lady Aisling de Sevenwaters descobre que está grávida e tudo se transforma. Clodagh teme o pior, uma vez que Aisling já passou há muito tempo a idade segura para conceber uma criança. O pai de Clodagh, Lorde Sean de Sevenwaters, depara-se com as suas próprias dificuldades, vendo a rivalidade entre clãs vizinhos ameaçar fronteiras do seu território. Quando Aisling dá à luz um filho varão - o novo herdeiro de Sevenwaters - Clodagh é incumbida de cuidar da criança durante a convalescença da mãe. A felicidade da família cedo se converte em pesadelo quando o bebé desaparece do quarto e uma coisa não natural é deixada no seu lugar. Para reclamar o irmão de volta, Clodagh terá de entrar nesse reino de sombras que é o Outro Mundo e confrontar o poderoso príncipe que o rege. Acompanhada nesta missão por um guerreiro que não é exactamente o que parece, Clodagh verá a sua coragem posta à prova até ao limite da resistência. A recompensa, porém, talvez supere os seus sonhos mais audazes..."

Autor: Juliet Marrilier
Editora: Bertrand
Encadernação: Capa Mole
N.º de páginas: 477
Género: Romance Fantástico
ISBN: 978972251897
Tradução: Ana Neto

Preço:
wook
fnac
bertrand
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Este ano a Feira do Livro de Lisboa está (supostamente) repleta de inovações, começando pela antecipação da data de realização do evento, cujo início está agendado para o dia 30 de Abril (amanhã).

Outras das novidade é o visual mais atractivo e moderno, com novas cores e novos designs que tornam as antigas barraquinhas, há muito a precisar de uma boa reforma, bem mais atractivas. Vão também existir novos restaurantes e esplanadas (que dão um jeitão pois da última vez que lá fui, há dois anos, não havia nada de jeito para comer).

Este ano até o horário de abertura nos dias úteis é inovação, o qual realizar-se-á às 12:30, o que é excelente para quem está perto e pode aproveitar a hora de almoço para dar lá dar um pulinho.

fonte: Sapo Notícias
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Para quem gosta do Goodreads e semelhantes, informo que o SAPO criou um "serviço" dentro do mesmo género, Book Worms, e no qual já me registei (Pandora80).
Do pouco que vi e andei por lá a pesquisar, acho que o conceito, apesar de estar longe de ser uma novidade, está interessante, e a escolha do nome foi particularmente feliz. Vou aproveitar o fim-de-semana alargado para investigar mais um pouco e criar a minha "biblioteca".
Sinceramente, já era sem tempo de termos algo deste género em Portugal! Agora, só fica mesmo a faltar algo do género do Bookmooch.
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A caixinha de livros começa a ficar sem espaço (tenho de arranjar outra) para tantos livros que têm chegado das mais variadas partes do país num gesto de grande generosidade das pessoas.

Hoje foi mais um dia de chegada de contribuições aqui à empresa onde trabalho.

Começo pelo JVerne que, através da intervenção da Whitelady, decidiu contribuir generosamente para esta causa com os seguintes livros:
- O clube das Chaves volumes 1, 2, 3, 4, 5, 7, 8, 9, 10 e 11
- Sandokan e os Piratas da Malásia
- Quasimodo, O Corcunda de Notre-Dame
- Os Sete e o Mágico
- os Sete e o Bairro Paraíso
- os Cinco e o mistério do Rubi Akbar
- Para onde vai o rio
- o Planeta Azul, volume IV
- O Príncipe de Ouro (e outras histórias)

Ainda dos pontos do Bookmooch que a WhiteLady tão generosamente trocou por livros para esta causa chegaram hoje mais os seguintes volumes:
- Os Cinco voltam à ilha
- Os Cinco numa nova Aventura

O meu muito obrigada a todos aqueles que contribuiram para esta causa.
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Começo por pedir desculpas a todos os que costumam seguir este meu cantinho na blogosfera mas a verdade é que tenho andado "fora do ar" por questões profissionais e pessoais em que as leituras têm ficado para 55º plano (e o facto de estar completamente viciada na série WEEDS também terá a sua cota parte de responsabilidade).

Agradeço uma vez mais à WhiteLady pela troca de pontos Bookmooch em livros para esta causa dos quais já recebemos:
- Uma Aventura em Espanha
- Uma Aventura nas Ilhas de Cabo Verde
- Uma Aventura em Macau
- Uma Aventura no Egipto
- O clube das Chaves entra em Acção
- Os Cinco na Ilha do Tesouro
- Os Cinco nas Montanhas de Gales


Tenho também de agradeçer à Cristina Bernardes por ter enviado os seguintes livros:
- Ilustração sobre o Olhar, Inês Pedrosa (2 cópias)
- Livro de Magia, Maria Elisa de Carvalho (2 cópias)
- A greve dos Lápis de Cor, César Luís de Carvalho (2 cópias)

Agradeço uma vez mais à Alice Rodrigues e à sua irmã pela sua contribuição em €€ a qual converti nas seguintes obras:
Dora a Exploradora
- Dora e Diogo
- Dora vai à Escola
- Dora e a sua mochila
- O salvamento dançante
Ruca
- vai fazer um piquenique
- anda de avião
- observa os pássaros
- e o esconderijo secreto

- Objectivo golo - Uma bolada no vidro
- Objectivo golo - O espectador intrometido


Optei por comprar livros virados para um público mais jovem pois de pequenino é que melhor se fomenta o hábito da leitura e, como ainda não tinha nada deste género nos livros recolhidos e que já tinha adquirido, pareceu-me uma boa escolha. Optei também por comprar livros com histórias relacionadas com o "desporto rei" por me parecer um bom chamariz de rapazes :)

Finalmente, aproveito que já comprei mais alguns livros assim virados para um público mais jovem.

- Sininho - A história do filme

- Sininho - Um desafio para Sininho

- O Bando dos 4 - O Terrível Segredo

- O Bando dos 4 - Maldição no Teatro

- Capitão Cuecas - e a maquiavélica maquinação do Professor Borracuecas

- Capitão Cuecas - e a Invasão das incrivelmente diabólicas senhoras Extraterrestres da Cantina

A pouco e pouco a caixa vai ficando cheia :D

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Estou tão contente :D


Já começou a "recolha" de livros e donativos para esta campanha e estou deveras surpreendida com a generosidade das pessoas.

Começo pela Slayra. Conheci-a pessoalmente no âmbito desta campanha e deixem-me dizer que é super querida. Claro está que, como não convivo com nenhum "viciado em livros" ao nível do que por esta blogosfera se pratica, aproveitei a oportunidade e "agarrei-a" durante quase 1 hora. Mesmo com a seca que eu lhe estava a dar foi super simpática :). Voltando aos livros, a Slayra chegou a pedir desculpa por estar a contribuir com tão poucos, com o que eu não concordo uma vez que foi super generosa na sua contribuição (imagem abaixo).



Os Super 4 (António Avelar de Pinho e Pedro de Freitas Branco)
- Pânico na Expo
- O Mistério de Foz Côa
- A Canção do Golfinho
- Sangue Secreto


Colecção Terra Verde
- O Chão e a Estrela, Matilde Rosa Araújo
- O Ovo de Mamute, Maria Alexandra Cóias


Os Cinco (Enid Blyton)
- numa aventura americana
- e as passagens secretas


- A Estatueta Mágica, Debra Doyle & Jamesd. Macdonald
- A Fonte dos Segredos, Maria Teresa Maia Gonzalez
- Sexta-Feira ou a Vida Selvagem, Michel Tournier
- Chocolate à Chuva, Alice Vieira



Em segundo, queria agradecer imenso à Alice Rodrigues e à sua irmã Catarina por terem contribuído com 50€ que em breve converterei em livros :)


Em terceiro, queria agradecer muito à WhiteLady3 por gentilmente ter trocado parte dos seus pontos no Bookmooch em livros que estarão a ser enviados directamente para a empresa onde trabalho.


Por fim, apresento alguns dos livros que a minha mãe conseguiu desencantar nos recônditos lá de casa e outros que já fui comprando.




Philip Pullman
- Os Reinos do Norte
- A Torre dos Anjos
- O Telescópio de Âmbar

Luc Besson
- Artur e os Minimeus
- Artur e a Cidade Proibida
- Artur e a Vingança de Maltazard

- O Principezinho, Antoine de Saint-Exupéry
- No Rasto de Anne Frank, Ernst Schnabel
- Viagens de Gulliver, Jonathan Swift
- As minas de Salomão, Ridder Haggard
- Viagem ao Centro da Terra, Julio Verne
- A Odisseia, Homero
- A Princesinha, Frances Burnett
- Dois Corações Generosos, Jules de Peyrrony
- Mulherzinhas, Luisa May Alcott
- O Diário de Miss Grey, Anne Brontë
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Já tinha lido por essa blogosfera fora que o BookMooch "andava a portar-se mal" com utilizadores portugueses mas, como estive bastante tempo "fora do sistema" ainda não tinha qualquer razão de queixa e achava que estava imune, uma vez que a minha conta ainda não tinha sido apagada.

O meu espanto perante o que me aconteceu é ainda maior se tivermos em conta que ainda esta 2ª feira enviei mais um livro que me foi "moochado".

No âmbito da recolha de livros para as crianças de Angola (post abaixo) decidi trocar a grande maioria dos meus pontos por livros da colecção "Uma aventura" uma vez que não existem no sistema muitas obras que me interessem especialmente. Quando comecei a tentar "moochar" os referidos livros, qual não é o meu espanto, quando verifico que não me deixavam pois um "administrador" tinha de verificar a minha conta de e-mail, o que aconteceria num espaço de 24 horas. Pois as 24 horas já passaram e em cima dessas mais 24 e até agora não consigo "moochar" livro algum.

Tenho quase 17 pontos, gastei uma valente pipa de massa a enviar livros para o estrangeiro e agora, quando decido dar uso aos muitos pontos que obtive, simplesmente não consigo!

Mas que sistema da treta para não dizer coisas piores! Estou, literalmente, FULA!
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A empresa onde trabalho irá realizar um projecto em Angola de alguma dimensão, o que significa que iremos fretar contentores para levar equipamentos para o território.

Como sobrou espaço no contentor, um dos meus patrões, responsável pelos nossos negócios em África e conhecedor das carências das crianças menos favorecidas que proliferam por aquele país, lembrou-se de efectuar uma recolha de brinquedos, roupa e livros.

Uma vez que não tenho crianças na família vai para lá de um bom tempo, significa que não disponho de roupa ou brinquedos para doar, e, comprar por comprar, prefiro comprar livros. O meu problema é que, depois de tantos anos sem crianças na família (e a mais nova da família não conta porque NUNCA leu um livro) não faço ideia quais são os melhores livros no mercado para a faixa etária dos 6 (ou menos) aos 12 anos, por isso preciso desesperadamente de sugestões.

Agradeço do fundo do coração todas as indicações que me possam dar tendo em conta também o orçamento. Pretendo gastar entre 100 a 150€, mas gostaria de, para além de oferecer obras de qualidade, dar também o maior número possível de livros pois as carências são muitas e quero chegar ao maior número possível de crianças.

Peço-vos então que ajudem a contribuir para "alimentar" as mentes dos menos afortunados com os sonhos que só os livros nos podem dar, e a dar um pouco de cor ao seu mundo por vezes tão cinzento.

Muito obrigada,
Mónica Colaço


P.S.
Se, tal como a Slayra também quiserem contribuir para esta causa, enviem um e-mail para isabel.pereira.c@gmail.com que eu passo-vos a morada da minha empresa para enviarem os livros. Se forem da margem sul como eu podemos sempre combinar encontar em algum lado para não terem gastos em portes de envio.
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Este livro foi adquirido com o intuito de ser lido no dia dos namorados ao R. (meu maridão para quem ainda não sabe). Parece-me o tipo de livro ideal para ser partilhado a dois nesta data específica. No entanto, e para não variar muito, chegou fora de tempo, apesar de manter o plano inicial, já não irá ter o mesmo significado ou propósito.

Sinopse
" "Good deal of fog this morning. I do not go out in the fog myself," notes Adam in his diary, adding, "The new creature does. It goes out in all weathers. And talks. It used to be so pleasant and quiet here."

Adam has a lot more to learn about Eve, and even more from her, as she names the animals, discovers fire, and introduces all manner of innovations to their garden home. Mark Twain's "translation" of the diaries of the first man and woman offer a humorous "he said/she said" narrative of biblical events. The great american storyteller found comfort and inspiration in the company of women, and his irreverent look conventional religion is also a thoughtful - and humurous - argument for gender equality. "

Ficha Técnica
Autor: Mark Twain
Editora: Dover
Encadernação: Capa Mole
N.º de páginas: 94

Género: Romance
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Este livro não segue a "estrutura típica" da maioria dos livros que já li.

Primeiro, a personagem principal é a encarnação do anti-herói: ex actor pornográfico, actual produtor e realizador de filmes do mesmo género, viciado em droga, alcoólico e insensível para com os sentimentos dos outros; Segundo, muitas vezes a personagem fala directamente para nós leitores; terceiro, existem histórias dentro desta história; e quarto, apesar de o fim da história ser a certo ponto quase na íntegra desvendado, fui incapaz de não ficar extremamente comovida tendo chegado mesmo às lágrimas.

Voltando à história em si, este livro começa com o narrador da história a ficar severamente queimado num acidente de carro. Na primeira parte ficamos a saber mais sobre a vida desta personagem desde a sua infância até a altura em que ocorre o acidente. Pelo meio vão-se cruzando algumas das personagens que acompanharam a narrativa até o seu fim. No meio de toda a tormenta que são os tratamentos de recuperação surge Marianne Engel, uma escultora de gárgulas a qual o narrador julga que saiu da ala psiquiátrica do hospital.

Não querendo entrar muito em detalhes para não dar a entender o desenrolar dos acontecimentos, fico-me por dizer que ao longo da penosa recuperação do narrador, Marianne conta-lhe sobre a vida dela no mosteiro onde cresceu na Alemanha medieval, sobre a história de amor que ambos viveram no século XIV, e sobre muitas outras personagens (algumas históricas) daquele tempo. Pelo meio, são ainda contadas três histórias de amor com "morais" muito diferentes umas das outras mas fabulosamente contadas (chorei em todas).

É notável ao longo de toda a história, que o autor efectuou um excelente trabalho de pesquisa quer a nível da história da Alemanha medieval no período em que decorre a história de amor entre o narrador e Marianne, quer a nível das consequências e tratamentos resultantes de queimaduras corporais.

Este será com certeza um livro de amores e ódios pois, por ser bastante gráfico (especialmente na descrição dos tratamento e consequências de queimaduras), desagradável por vezes chegando mesmo a ter partes digamos que, não recomendadas aos mais sensíveis de estômago.

Resumindo, ADOREI! O livro é mesmo muito bom, tocante. A história, e histórias dentro da história, são muito bonitas e bem contadas. O livro é de tal forma envolventeque me deixou completamente "agarrada"!

Ficha técnica
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Gosto sempre de ler histórias com personagens femininas fortes e este livro parece encaixar-se perfeitamente neste grupo.

Sinopse
"Filha de reis, mãe de reis e um nome esquecido pela História.» Poderíamos definir assim a protagonista deste romance, uma personagem de origem desconhecida, acolhida pelos albiões, conhecedora dos segredos das artes dos druidas e que participa nos conflitos territoriais da sua época. No entanto, em breve vai descobrir a sua ascendência real e vai ser exigida pelo seu verdadeiro povo: os godos.Albión sofre a opressão de Lubbo, um tirano sanguinário que restaurou o sacrifício humano para adorar um deus arcaico que muitos desejam enterrar. A vida aprazível no vale vê-se mergulhada na luta pela sublevação, e a protegida do druida Enol é sequestrada por guerreiros de origem sueva. Jana, como é conhecida, é incumbida de proteger a taça do poder, que Enol lhe entrega com o objectivo de a afastar de Lubbo e da terrível ameaça no caso de ele se apoderar dela. Após a sua união com Aster, líder dos rebeldes e posteriormente príncipe dos albiões, Jana, a quem mais tarde acabarão por revelar a sua verdadeira identidade de princesa perdida, viaja, contra a sua vontade, rumo ao reino dos godos, para proteger os seus e cumprir um último desejo: devolver a taça sagrada aos povos do Norte. "

Ficha Técnica
Autor: María Gudín
Editora: Difel
Encadernação: Capa Mole
N.º de páginas: 562
Género: Romance Histórico
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