Nunca fui muito disto de redes sociais mas, há dois dias, entrei no facebook por sugestão da A. e da L. e, estou a achar tão engraçado, que decidi criar uma página apenas para este blog.

Podem encontrar o blog procurando por: Leituras e Devaneios.

Vou tentar actualizar por lá o que vai ficando por dizer aqui no blog ou melhor, as novidades são capaz de aparecer mais depressa lá editadas do que aqui.

Quanto à minha página pessoal é só procurar por Monica Colaco, não tem nada que enganar.
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Este blog está em pausa involuntária devido a semanas de trabalho com mais de 80 horas!


P.S.
São 8 da manhã de sábado (supostamente trabalho de segunda a sexta) e já estou com tudo preparado para começar a trabalhar.
Da próxima a ver se me arranjo um emprego que de trabalho já chega :)
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Sinopse
“No século XVI o mundo era dos homens. Então apareceu uma mulher que ousou desafiar as leis, a sociedade, as artes... e o mundo nunca mais foi o mesmo.
Esta é a história verdadeira de Artemísia, a primeira mulher a ser aceite na prestigiada Academia de Artes de Florença. Violada pelo professor de pintura quando tinha 18 anos, leva-o a tribunal mas é ela quem acaba por ser humilhada publicamente. Abandonada pela própria família, a jovem decide partir à conquista do mundo numa época em que as senhoras respeitáveis raramente saíam de casa. Sangue, sexo, arte e dinheiro, a história de Artemísia podia ser a história de uma mulher dos nossos tempos. Depois de um casamento de conveniência com um pintor medíocre que inveja o seu talento, a jovem é forçada a sustentar-se não só a si mas também à sua filha. Cruzando-se com Galileu e ganhando o patronato dos Medici, Artemísia faz explodir o seu génio no auge do Renascimento e, ao recusar-se a ser menos do que os homens, torna-se numa heroína intemporal. “

Imprensa
"Artemísia irrompeu no Renascimento com todo o drama de uma ópera italiana.",Vogue

"Quem diria que a história de uma pintora do Renascimento pudesse estar tão carregada de determinação espiritual, jogos sexuais, selvajaria religiosa e um indiscutível talento para a pintura.",The Atlantic

"A Paixão de Artemísia oferece-nos um retrato fiel de uma artista complexa que procura seguir a sua paixão apesar de todos os obstáculos.", Booklist

"Esta Artemísia, na sua luta para ganhar a vida como artista, na sua esperança por marcar uma época e no seu desejo em ser esposa, mãe e pintora, é alguém que todas as leitoras vão compreender.",Seattlle Times

Ficha Técnica
Autora: Susan Vreeland
Editora: Saída de Emergência - Chá das Cinco
Encadernação: Capa Mole
N.º de páginas: 286
Género: Romance Histórico
Tradutor: Carla Ferraz

Opinião
Já li este livro vai para lá de um tempão. Pensava até que já tinha opinado sobre o mesmo quando, ontem ao rever todas as opiniões, verifiquei que não era esse o caso. Como devem de calcular, os pormenores já me escapam tendo ficado só com uma ideia geral das sensações que este livro me transmitiu e a mensagem que passou, pelo que vou tentar me cingir apenas a esses pormenores (mas já sabem que o meu poder de síntese é algo quase inexistente).

A personagem principal, Artemísia (a primeira mulher admitida na Academia de Artes de Florença), é uma mulher muito à frente do seu tempo.

Numa sociedade dominada por homens, cheia de convenções sociais e comportamentais, onde as mulheres pouco mais eram que acessórios, empregadas domésticas e procriadoras, Artemísia destaca-se das demais. Mesmo depois de ter sido violada, e de ter passado por um teste humilhante para comprovar a perda da sua virgindade em pleno tribunal, não se entregou a uma vida de subserviência perante as figuras masculinas que foram povoando a sua vida.

Artemísia, uma talentosa pintora, lutou contra quase tudo e todos para se conseguir impor enquanto artista e viver da sua paixão, a sua arte. O facto de ser mulher nunca foi o suficiente para se conformar com o papel que a sociedade lhe queria relegar. Obrigada a casar por conveniência com um pintor de talento bastante inferior ao dela, Artemísia sai de Roma para ir morar em Florença, a Meca das artes na altura. Cedo percebe-se que a este casamento não tem grande futuro pois o talento superior de Artemísia é motivo de inveja do seu marido.

Passa por vários tipos de provações ao longo de toda a história (psicológicas, físicas e financeiras), enfrenta tudo e todos, mas nunca desiste de perseguir o seu sonho e alcançar os seus objectivos.

O livro está todo ele escrito num tom que apela ao feminismo, exacerbado pela forte personalidade e força de vontade da heroína desta história, sendo a escrita agradável e fluída.

A autora consegue mesclar factos históricos com romance e autênticas aulas de arte, de forma bastante eficiente. Claro que o facto de eu gostar muito de arte abona a seu favor pois, nos momentos em que quadros, esculturas e técnicas são explicados ao leitor de forma mais enfática, e para quem não partilha este tipo de paixão, confesso que estas partes serão bastante aborrecidas.

O livro peca também pelos saltos temporais mal enquadrados e referenciados que sucedem ao longo de toda a obra. O final então nem se fala. Fiquei com aquela sensação de que haveria mais qualquer coisa, um segundo volume que completasse o resto da história, pois parece inacabada.

Resumindo, gostei do livro mas o fim foi uma desilusão. Ficou a sensação: “e o resto?!”.

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Opinião
Este livro começa, em termos históricos, nos últimos tempos do reinado de Akhenaton, em que este se encontra privado da companhia de Nefertiti, a Grande Esposa Real, companheira, conselheira e apoio moral e psicológico de Akhenaton, devido a uma reclusão auto-imposta pela sua própria frágil condição física.

Sem o ponto de equilíbrio que Nefertiti representa, Akhenaton, dedica-se com um fervor religioso a roçar o fanatismo, à adoração daquele que considera como o único deus, Aton, deixando o reino nas mãos de terceiros, muitos dos quais opositores não confessos da alteração religiosa que Akhenaton tenta impor a todo o reino: o completo desprezo e renúncia a todos os outros deuses do panteão egípcio, levando o Egipto à beira de uma guerra civil!

No meio de toda esta turbulência surge Akesa, terceira filha do par real e, à partida, sem nenhuma hipótese de subir ao poder mas, isso não a impede de tentar por todos os meios, conseguir convencer os seus pares (pais e outros) de que é a única capaz de assumir a posição da mãe como Grande Esposa Real.

Por circunstâncias que hão-de descobrir, Akesa ascende ao trono e nomeia como faraó Tutankaton (que mais tarde haveria de mudar o nome para Tutankamon em honra do deus Amon), e começa, a pouco e pouco, a mostrar quem é. Detentora de uma beleza física ímpar e de uma inteligência fora do comum, Akesa tenta tomar as rédeas do reino e impedir que este caia nas mãos dos inimigos do seu pai, provando ser a verdadeira herdeira da sua mãe, Nefertiti. Estas qualidades serão a sua perdição!

Quanto à minha opinião do livro em si, só posso dizer que gostei, e muito!

Apesar de o pouco que me lembro deste período histórico do Egipto, em certos aspectos, parecer-me não bater muito certo com o que aqui está escrito (despertou a minha curiosidade para voltar a aprofundar os meus conhecimentos nesta área), a personagem de Akesa é absolutamente fascinante, é alma deste livro. É impossível não admirar a sagacidade, tenacidade e inteligência desta jovem mulher. A sua devoção pelo pai e por tudo o que ele representou, a dedicação com que se entrega a recuperar a posição dominante do Egipto e a salvá-lo da pilhagem dos inimigos e amor que devota a tornar Tutankamon um faraó digno do posto, à custa, muitas vezes, do seu bem-estar físico, é digno de admiração!

Se Akesa tiver sido metade daquilo que foi descrita, terá sido, sem dúvida alguma, uma das mulheres mais fascinantes do antigo Egipto. Pena que, muito provavelmente, nunca saberemos a verdade acerca desta personagem histórica.

A teia de relações, conspirações, lutas pelo poder e intrigas amorosas criadas por Christian Jacq são demolidoras e traçam um retrato que demonstra, que o poder, para além de corruptivo, é volúvel e solitário. Estar no poder é viver no fio da navalha!

Quanto à escrita, é um livro que, embora escrito num estilo simples e sem grandes floreados literários, consegue que o suspense seja mantido de forma quase constante recorrendo para isso à sombra permanente da traição, a qual pode surgir de qualquer um dos lados do campo desta batalha sem fim.

Uma nota final acerca desta edição.
Julgo ser absolutamente inconcebível que, um livro que já conta com várias edições (ainda que noutro formato), tenha ainda tantos erros por rever e corrigir ao longo de toda a obra. Deve de ter sido dos livros em que mais erros de letras trocadas encontrei! Vergonhoso!

Quanto ao formato 11/17, adorei! É do tamanho e peso ideais para leituras deitada na cama ou no sofá, ou até para transportar dentro da mala. Apesar de continuar a achar 10€ um bocado puxado de mais para um formato que se quer substancialmente mais em conta que o normalmente editado, prefiro dar 10€ por este livro que 7 ou 8 por um daquelas colecções em que as capas mal se distinguem umas das outras, sendo por vezes a distinção apenas feita em termos de título da obra e autor. Resumindo, fiquei fã!

Ficha Técnica
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Não poderia começar esta opinião sem antes agradecer à muito simpática WhiteLady por tão gentilmente me ter cedido este livro. Se não fosse por ela provavelmente nunca teria ficado a conhecer esta saga. Muito obrigada WhiteLady!!


Opinião
Imaginem se as guerras Napoleónicas que conhecemos tivessem tido um elemento extra... Dragões! E que estes existissem em todo o lado, inclusive com espécies autóctones de certas regiões do planeta, com características especiais (físicas e intelectuais) e estruturas corporais distintas.

É com base nesta premissa que a história ganha forma, começando com a conquista, por parte do Capitão inglês Will Laurence, de um navio francês com uma carga muito especial a bordo, um ovo de dragão. O único problema é que este está prestes a eclodir e o dragão “liga-se” logo à nascença a um humano que deverá ser o único a pilotá-lo e não há um único piloto a bordo do navio. Não querendo revelar nem o como nem o porquê digamos que o dragão, Téméraire, “escolhe” como piloto o Capitão Will Laurence.

Não tendo Will qualquer treino para pilotar dragões a maior parte deste livro envolve o treino do Will e Téméraire, na Força Aérea inglesa, de forma a prepararem-se para a guerra; antes de tudo o mais precisam de se conhecer um ao outro e as suas limitações!

A evolução de Témeraire e o desenvolvimento da sua personalidade muito peculiar e sagaz ao longo desta fase é responsável por excelentes momentos de humor. Considero mesmo que a melhor personagem do livro é sem dúvida o dragão que lhe dá nome. Nesta história os dragões não só parte do cenário, são seres vivos com tanta ou mais importância que os humanos e com uma “voz” nos acontecimentos que se vão desenrolando.

Laurence é, infelizmente até agora, e apesar de ter nutrir simpatia por ele, o tipo bom herói (às vezes assim a dar para o chatinho), recto nas suas convicções que tenta fazer tudo da maneira que lhe parece certo, mesmo que isso implique ir de encontro regras pré-estabelecidas no relacionamento entre dragões e os seus pilotos (é isto que gosto nele).

Existem outras personagens, quer humanas quer dracónicas com os quais os dois protagonistas se vão cruzando e que nos ajudam a perceber este novo mundo e dão-lhe um colorido muito especial mas que, infelizmente, se encontram desenvolvidas apenas a um nível muito superficial falha que espero ver colmatada nos próximos volumes.

Não é uma altura da História que eu tenha conhecimentos muito profundos por isso não posso avaliar em termos de rigor histórico. Apenas posso dizer que achei uma versão alternativa da História com um conceito muito original e que acabou por se tornar no livro sobre dragões mais original que li, saindo claramente dos estereótipos de livros de fantasias onde normalmente este tipo de criaturas aparece.

A autora recorre a uma escrita simples e fluida, onde existe tempo para tudo, não é apenas um livro sobre batalhas; tempo para o desenvolvimento das personagens, tempo para conhecermos o seu background e tempo para a acção. No entanto, nem tudo é bom e considero que algumas das cenas de acção foram descritas de forma algo confusa e atabalhoada mas, dou o devido desconto por achar que não deve de ser nada fácil descrever aquele tipo de batalhas, e por também ter lido sempre o livro ao deitar a horas nada recomendáveis em que o meu cérebro já não estava a funcionar em pleno.

Resumindo, apesar de não ser uma obra brilhante achei o livro um óptimo entretenimento, de tal forma que assim que acabei este volume fui a correr comprar o 2º.
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Opinião
Confesso que de início senti que este livro deixava muito a desejar, daí ter passado tantos meses na minha mesa-de-cabeceira. Até cerca de meio não achei a história para lá de interessante apesar de ter tido alguns momentos em que me senti verdadeiramente emocionada mais pelos acontecimentos em si do que pela forma como estavam a ser contados. Tudo muda a partir desse ponto, pelo que valeu a pena não ter desistido.

De acordo com o que é contado neste livro, a linhagem de descendentes directos de Maria Madalena resumem-se, após as primeiras páginas a Bridget. Tal como todas as outras antes de si (por a linhagem é caracterizada por ser feminina), é detentora de poderes místicos que vão desde algum tipo de controlo sobre o natureza, premonição, visão e dom da cura.

Por altura do início do século XIII, os Cátaros (de quem nunca tinha ouvido falar antes mas que graças a este livro fiquei a conhecer um pouco e a desejar conhecer mais) são perseguidos pela Igreja Católica que os pretende exterminar (what else is new) dada a popularidade que começam a ter entre as pessoas e devido às suas crenças heréticas.

Forçada a estar em constante movimento para fugir àqueles que pretendem vê-la queimada numa fogueira, Bridget, acompanhada por dois cátaros (um deles seu familiar), vê pela primeira vez Raoul de Montvallant no dia do seu casamento com Claire, desde logo, se percebe que, apesar do breve encontro, o destino deles voltará a cruzar-se ao longo do livro.

Não existe propriamente um triângulo amoroso entre estas personagens pois quando dois se cruzam o terceiro se afasta ou é afastado por circunstâncias da vida.

A meu ver, o enfoque deste livro é a perseguição dos Igreja aos Cátaros, e seus simpatizantes, em que o factor Romance apenas existe para fazer o enquadramento dos factos históricos. Será uma espécie de homenagem a estes, ao seu modo de vida, aos seus valores e doutrina.

A violência em nome de qualquer religião ou deus é algo que sempre me chocou. A barbaridade, os crimes, o número incontável de vidas despedaçadas pelas quais a Igreja Católica é responsável (assim como outras religiões) ao longo dos séculos (e que infelizmente continua a despedaçar indirectamente com as suas políticas retrógradas e inflexíveis) é algo absolutamente inacreditável. A forma como a perseguição aos Cátaros é descrita neste livro é ilustrativa da demência que reinou durante tempo demais e em que tudo era permitido em nome de Deus.

O livro tem uma duração temporal de cerca de 40 anos, em que vamos acompanhando as vidas de Bridget, Raoul e Claire e seus respectivos filhos e em como estas se cruzam, por vezes em lados por vezes opostos desta batalha, o que nos dá uma visão mais abrangente dos acontecimentos. Com poucas personagens centrais (tendo em conta especialmente o tempo em que decorre a acção), e centrando a história nos seus dilemas e vivências, Elizabeth Chadwick consegue dar-nos a conhecer um pouco da História deste período tão negro da História da Humanidade, e acho que é isso que se quer num romance histórico.

Achei que este livro é pautado por um tom triste onde, se me permitem a fraca comparação, parece que estamos constantemente embrenhados nas trevas e que poucos são os raios de sol que conseguem penetrar para dar um pouco de alegria. As personagens vivem vidas de sacrifício e abnegação onde os momentos de felicidade são escassos e fugazes.

Não é um livro que tenho um lugar especial no meu coração, nem o acho propriamente uma obra de grande significância ou obrigatória. É, no entanto, um livro recomendável para quem gosta de romances históricos.


Ficha Técnica

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Gosto de me descrever como uma pessoa minimamente justa (sim porque como todo o ser humano tenho defeitos e preconceitos que por vezes podem influenciar o meu julgamento), pelo que não é só dizer mal quando as coisas correm, digamos, menos bem, há que louvar quando as coisas correm bem. A César o que é de César!

Na passada 2ª-feira à noite, enquanto andava nas minhas deambulações pela internet percorrendo livrarias on-line e blogs relacionados com a mesma temática, deparei-me com uma óptima promoção da FNAC em que, na compra do 1º e 3º volumes da saga MILLENNIUM de Stieg Larsson, ofereciam o 2º. Como andava louquinha para comprar estes livros, não o tendo feito ainda devido ao €€, aproveitei de imediato esta oportunidade.

Como detentora do cartão FNAC, tive direito aos tais 10% sobre o preço de editor e, acho (acho é mesmo a expressão correcta pois não faço ideia dos pontos que anteriormente tinha no cartão) que ainda ganhei mais 5% do valor em pontos que depois podem ser convertidos em €€. Melhor ainda foi o facto de não ter de pagar quaisquer portes de envio.

Apesar de ter cartão de crédito não gosto muito de utilizá-lo em transacções on-line, preferindo recorrer ao MBNet sempre que tal se impera mas, na FNAC on-line, eles possibilitam também pagamento por multibanco ou homebanking, o que dá garantias adicionais aos fanáticos da teoria da conspiração como eu (apesar de pertencer a uma área tecnológica sou muito desconfiada de tudo aquilo que mete a segurança dos nossos dados em questão).

Para terminar os elogios, tenho só a dizer que hoje é 4ª-feira e já tenho os livros em minha posse. Fica provado assim que a FNAC, apesar de andar a descer na minha consideração nos últimos tempos, pode ter-me conquistado como cliente on-line depois da excelente qualidade do serviço prestado (e desde que continue com excelentes promoções como estas pois a concorrência, entenda-se hipermerc
ados, não perdoa).
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Autor: Marian Keyes
Editora: Penguin Books
N.º de Páginas: 885
Género: Chick Lit
ISBN: 978-0-141-02675-6


Sinopse
'Everybody remembers where they were the day they heard that Paddy de Courcy was getting married’ But for four women in particular, the big news about the charismatic politician is especially momentous … Stylist Lola has every reason to be interested in who Paddy’s marrying – because although she’s his girlfriend, she definitely isn’t the bride-to-be. Heartbroken, she flees the city for a cottage by the sea. But will Lola’s retreat prove as idyllic as she hopes? … Not if journalist Grace has anything to do with it. She wants the inside story on the de Courcy engagement and thinks Lola holds the key. Grace’s sister, Marnie, might be able to help but she’s too busy holding her perfect life – perfect husband, perfect children, perfect house – together. And what of the soon to be Mrs de Courcy … Alicia will has waited a long time for this and is determined to be the perfect politician’s wife. But does she know the real Paddy de Courcy? Four very different women. One awfully charming man. And the dark secret that binds them all … '

Imprensa
"So funny, so perceptive, so real... I changed my life for this book"
Mail on Sunday

"The laughs come fast and furious... a gripping, compelling tale"
Sunday Independent

"Gripping from the start... the master at her best"
Daily Telegraph


Opinião
Decidi adquirir este livro porque fazia parte daquela excelente promoção que encontrei na maior parte das livrarias quando estive de férias em Londres. Dado que nada conhecia acerca da autora e da sua obra fiei-me nas opiniões manifestadas pela imprensa e as quais, para uma melhor percepção das palavras que se seguem, decidi colocar como informação adicional neste post.

Como podem ver acima na secção "imprensa" esta autora é considerada uma mestre neste género literário. Tendo já lido outros livros deste género de outras autoras (os quais fazem parte da pilha de 11 livros sobre os quais comentar que está aqui mesmo do meu lado) achei que, ao ler comprar algo da "mestre" estava a fazer uma escolha sem erro possível. E meu Deus como eu estava enganada!

A partir da sinopse é fácil perceber que esta é uma história contada a 4 vozes, Lola, Grace, Marnie e Alicia, cada uma menos interessante que a outra. Começando por ordem de desinteresse.
  1. Alicia - Noiva. Personagem mais sem sal e sem personalidade que se pode imaginar. Daquele "tipinho" de mulheres que o mundo pode perfeitamente passar sem (nada mais a dizer porque não quero enxovalhar);
  2. Marnie - alcoólica, depressiva que acha que sofre mais que o resto do mundo, que não consegue esquecer um amor de adolescência, deixando que isso molde todos os anos subsequentes da sua vida. Chata, chata, chata! Só se sabe lamentar e dizer que não é alcoólica enquanto despeja para dentro quantidades inusitadas de vodka. Ora, se eu já na minha adolescência não tinha grande paciência para bêbados (alcoolicamente alegres ainda escapava) tendo-me afastado de um grupo de "amigos" por literalmente não saberem sair à noite sem se enfrascarem, não me parece que, em tempo algum, consiga sentir qualquer tipo de empatia com este tipo de personagens e a sua constante auto lamentação. Para esquecer portanto!
  3. Grace - Jornalista. Personagem minimamente interessante mas que não me conseguiu cativar. Parece que há volta dela só há drama!!! (mas afinal isto não era suposto ser um livro para rir do princípio ao fim de acordo com a "imprensa"?!)
  4. Lola - Estilista pessoal. Personagem que me levou a ter a perseverança de terminar o livro. De todas as personagens é aquela com a história e vivências ao longo do livro mais interessantes. Mesmo assim dada a momentos de auto-comiseração de bradar aos céus mas com as quais, mesmo assim, consegui sentir algum tipo de empatia por ela por já ter estado numa situação ligeiramente semelhante (o moçoilo não se casou com outra mas num dia chora a jurar-me amor eterno e disse que queria casar comigo quando queria conquistar-me de volta e no outro dia aparece com nova namorada pelo braço LOLOL). Ao longo da história esta cruza-se com um sem fim de personagens de algum modo estereotipadas mas que dão toda a cor a este livro e algum humor (se bem que nunca esbocei mais que um sorriso) passando pelo surfista deus do sexo, pelo grupo de elementos típicos que frequentam bares maioritariamente masculinos, turistas estrangeiros (francesa), a por vezes e para quem quer simpática velhinha da aldeia, travestis e o grupo de amigos sempre onde o "todos diferentes, todos iguais"
Já deve de ter dado para perceber que este livro foi tudo menos uma leitura agradável, tendo sido na realidade uma dura travesia no deserto sem oásis à vista!

Existem livros que gostaria de ter acesso ao ponto de vista de outra personagem sobre o que está a desenrolar-se achando que isso traria algum "sabor" adicional à história mas, no caso deste livro em particular, tal foi muito mal conseguido fazendo com que a esta se prolongasse por tempo demais sem que nada de muito relevante ou interessante sucedesse.

Quanto ao tão proclamado sentido de humor, constato para referência futura que me deverei manter afastada de obras de outros autores irlandeses cuja característica essencial seja essa pois, o meu humor não se cruza de maneira nenhuma com aquele que li.

Não agradou, nem sequer chegando perto das expectativas que tinha acerca dele. Se esta é a melhor obra escrita por esta autora, e tendo em conta a desilusão, jamais comprarei outro livro desta senhora.

Outra nota que retiro é que, quase 900 páginas de chick lit são páginas a mais!


Nota: Este vai juntar-se à pilha de livros para sortear no blog. Não penso comprar nada desta autora e não vale a pena estar a ocupar espaço na minha "rica" estante (a Cinha Jardim fala nas "ricas filhas", eu falo na "rica estante" porque filhos não tenho).


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Autor: Stephenie Meyer
Editora: Gailivro
N.º de Páginas: 753
Género: Romance Fantástico
ISBN: 978-989-557-588-6
Tradutor: Maria Peres

Sinopse
"Se a tua vida era tudo o que tinhas para dar, como poderias recusá-la? A alguém que amavas verdadeiramente? Para Bella Swan, o amor inelutável por um vampiro enreda-se, de um modo fantástico e terrível, com a realidade perigosamente opressiva. Impelida, num sentido, pela sua paixão intensa por Edward Cullen e, no outro, pela ligação profunda ao lobisomem Jacob Black, Bella enfrentara um ano tumultuoso de tentações, perdas e conflitos que a irá colocar perante um momento final e decisivo. A escolha eminente entre ingressar num mundo tenebroso mas sedutor dos imortais, ou prosseguir uma existência inteiramente humana é o fio do qual se suspendem os destinos dos dois clãs. Agora que Bella já tomou uma decisão, uma cadeia perturbante de acontecimentos sem precedentes está prestes a desenrolar-se, antevendo efeitos potencialmente devastadores e incomensuráveis. Quando os fragmentos corroídos da sua vida - inicialmente desvendada em "Crepúsculo" e, depois, estilhaçada e dilacerada em "Lua Nova" e "Eclipse" - parecem prestes a sarar e a unir-se num todo, será que irão terminar destruídos... para sempre? "
retirado do site da Bertrand


Opinião
Como é que se consegue escrever tanto e dizer-se tão pouco e acontecer ainda menos?! Pois perguntem à querida Stephenie Meyer que encheu os seus lindos bolsinhos de dinheiro à conta desta saga que, resumida a 3 livros em vez de 4, ainda tinha "palha" a mais.

Que melhor para expressar o meu sentimento relativo a este livro, que dizer que foi um mágico contribuinte para as minhas noites de insónia, terminando com elas de vez! Só o acabei no tempo que acabei porque o levei para o dentista (aí está uma saga ainda mais interminável que esta) e estive 1 hora à espera, caso contrário ainda estaria na minha cabeceira por acabar.

Esta história tem mais semelhanças com um conto de fadas para crianças que propriamente um livro para jovens adultos (teenagers, whatever...). Será que a juventude de hoje não aguenta com um pouco de sacrifício para se obter o que se quer? Será que para ser interessante e verosímil para estes futuros adultos tudo tem de ser facilidade? e o fim? terá de ser ele tão cor-de-rosa ao ponto de ser pior que muitas das histórias que a minha mãe me contou em criança (contos infantis mesmo!) pois nem os "maus da fita" são verdadeiramente castigados?

A história é toda ela tão inverosímil (sim eu sei trata-se de fantasia mas, mesmo dentro deste género há que estabelecer critérios minimamente aceitáveis) que nem sei por onde começar!

O parto de Nessie é algo indescritível, o que leva à sobrevivência de Bella ainda mais inverosímil. A facilidade com que a Bella passa de humana a vampira, sem nenhum dos problemas de sede incontrolável, entre outros, que TODOS os outros vampiros passaram até ela e depois dela, é outra. A facilidade com que ela "recusa" sangue humano quando o é ainda extremamente difícil para vampiros "maduros" conta como mais uma. Claro está que a pièce de résistance é mesmo o facto de ela aprender tudo com muito mais facilidade que qualquer outro vampiro (na nova vida e no novo corpo), ser das, senão mesmo a, mais deslumbrante vampira e (ouvem-se rufos ao fundo...) a super hiper mega (tive um momento Floribela perdoem-me mas não consegui aguentar) super poderosa vampira, capaz de afugentar os Volturi. Não acontece nem uma única batalha, uma única escaramuça, nada para dar mais drama e acção à história (acontece algo mas nem meia página dura por isso não é de grande valor). Só me resta concluir que esta autora tem MUITO medo de se aventurar por esse campo da acção tornando os diálogos interiores das suas personagens e os diálogos entre estas muito, muito extensos, e nem sempre interessantes.

ah... E já me ia esquecendo, aquela coisa da marcação dos lobisomens por crianças é algo no mínimo discutível e foi uma volta para lá de pouquíssimo convincente para deixar todos felizes e contentes.

Por fim, tenho de agradecer à Stephenie (acho que depois de lhe dar o meu €€ em 4 volumes que nem condensados em 3 se aproveita me posso dar a essa liberdade de a tratar pelo 1º nome) pela fantástica capacidade de me fazer adormecer bem depressa, algo que já nem os comprimidos para dormir estavam a conseguir.

Afinal, há sempre um livro para todas as situações da nossa vida!!
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Autor: Kelley Armstrong
Editora: Time Warner Books (UK)
Encadernação: Capa Mole
N.º de páginas: 464
Género: Ficção Urbana
ISBN:9781841493503


Sinopse

"Elena Michaels is the world's only female werewolf. And she's tired of it. Tired of a life spent hiding and protecting, a life where her most important job is hunting down rogue werewolves. Tired of a world that not only accepts the worst in her— her temper, her violence—but requires it. Worst of all, she realizes she's growing content with that life, with being that person.
So she left the Pack and returned to Toronto where she's trying to live as a human. When the Pack leader calls asking for her help fighting a sudden uprising, she only agrees because she owes him. Once this is over, she'll be squared with the Pack and free to live life as a human. Which is what she wants. Really."

Opinião
Elena, tendo sido transformada em lobisomens contra a sua vontade, e ao fim de alguns anos de convivência, decide afastar-se da sua alcateia para tentar levar uma vida normal, com um emprego, namorado e família humana, algo em que tem sido relativamente bem-sucedida até o dia em que recebe uma estranha chamada macho Alpha da alcateia, Jeremy.

A alcateia está com problemas em lidar com uns “Mutts” (lobisomens não pertencentes a uma alcateia) que lhes estão a comprometer o disfarce mantido durante muitos anos junto de uma comunidade humana, e Elena é chamada a ajudar já que estes são a sua especialidade. Mas voltar a “casa” significa abrir muitas feridas e lidar com situações mal resolvidas com o homem que ela um dia amou e que a transformou naquilo que ela é hoje, Clay.

Este livro está escrito de uma forma completamente envolvente e os momentos de pausa são escassos, o que o torna numa leitura absolutamente viciante, ou, como diriam os anglo-saxónicos, um verdadeiro “page turner”.

Elena é uma personagem bastante complexa e real, com qualidades e defeitos e detentora de um passado muito atribulado, o qual vamos descobrindo aos poucos. Aquilo que ela é e se tornou fazem com que seja uma personagem com uma grande carga emocional de agressividade e raiva não só pelo seu passado como pelo futuro que lhe foi roubado, algo que tenta esconder a todo o custo em prol dessa “vida normal” a que aspira.

Os seus sentimentos por Clay, uma personagem por si só bastante complexa e cheia de defeitos bem longe do homem perfeito criado para as heroínas deste tipo de livro, são contraditórios. É claro, desde o início deste livro que aquela relação está longe de estar terminada e esse “querer não querendo” é muito bem explorado ao longo de toda a história. O triângulo amoroso tem um fim que não é logo óbvio e autora não teve de recorrer aqueles clichés de matar um ou torná-lo dono de um defeito atroz e incompatível com a personalidade da personagem principal para que a escolha fosse feita.

O desenvolvimento das restantes personagens dos livros é díspar. Algumas encontram-se bastante bem desenvolvidas, outras nem por isso, mas todas com personalidades e movimentações na história bem distintas, tornando-se indispensáveis ao enredo que está a ser desenvolvido. Nenhuma parece estar a mais.

Este livro é uma autêntica descarga de adrenalina com todos os ingredientes para necessários para o tornar NO livro que rejuvenesce o mito dos lobisomens. Intriga, violência, emoção, romance e acção à mistura, tudo está lá e nas doses e alturas certas. Torna-se ainda melhor por estarmos perante uma heroína que de, ao contrário de muitos dos livros deste género, é forte, decidida e parte para acção. Mal dá para acreditar que se trata do 1º livro desta autora!

É, sem qualquer margem para dúvidas, que recomendo este livro aos apreciadores do género.



P.S. Peço imensas desculpas ao vencedores dos passatempos da semana passada mas ainda não consegui passar pelos correios para enviar os vossos prémios. Assim que o conseguir envio-vos um e-mail com essa informação.
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Quero agradecer uma vez mais a participação de todos neste passatempo, o mais concorrido até agora.

As respostas consideradas correctas eram:

Qual a série literária a que pertence este livro?
Casa da Noite
ou House of Night

Qual o nome da personagem principal desta série?
Zoey
ou Zoey Redbird

O vencedor escolhido de forma aleatória foi:
7 - Ricardo Raimundo

Muitos Parabéns ao vencedor!

Tal como indiquei no post anterior, espero conseguir enviar o livro juntamente com os livros dos restantes sorteados dos outros passatempos ainda este sábado. Peço desculpas por qualquer atraso mas está complicado conseguir dar uma escapadela no trabalho para ir aos correios.


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Muito obrigada a todos os participantes deste passatempo. Superamos a barreira das 30 participações se bem que apenas 24 foram consideradas válidas (repetição de morada, morada fora de Portugal Continental e respostas sem morada).

As respostas consideradas correctas eram:
  1. Qual a nacionalidade do autor? Indiana ou Indiano
  2. Qual o prémio ganho por esta obra? Man Booker Prize ou Booker Prize (a indicação do ano não era relevante).
O vencedor escolhido aleatoriamente foi:
15 - Carla Barroso

Parabéns Carla!

Espero conseguir enviar o livro juntamente com os livros dos restantes sorteados dos outros passatempos ainda este sábado. Peço desculpas por qualquer atraso mas está complicado conseguir dar uma escapadela no trabalho para ir aos correios.
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Muito obrigada a todos os participantes deste primeiro passatempo do Leituras e Devaneios.

As respostas consideradas correctas eram:

Qual o nome da série de livros a que esta obra pertence?
Sookie Stackhouse ou The Southern Vampires Series

Por quem a personagem principal se apaixona neste livro?
Bill Compton ou apenas Bill

Quantos livros desta série já foram publicados na sua versão original?
9

O vencedor escolhido aleatoriamente foi:
3 - Luís Gomes

Parabéns! O livro segue até o fim desta semana pelo Correio.

P.S.
Todas as respostas dadas foram por mim analisadas uma a uma e verifiquei que 4 pessoas distintas responderam ao passatempo com exactamente a mesma morada. Por uma questão de justiça para com os restantes participantes apenas considerei para efeitos de concurso uma das pessoas pois, se se tratar da mesma casa, fica em família e todos puderão disfrutar no livro à mesma. Peço aos mesmos que, caso se trate de uma morada relativa a um escritório, respondam aos restantes passatempos em aberto com as suas moradas residenciais pois o mesmo procedimento será adoptado, ou seja, apenas será considerada uma participação por pessoa e morada.
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Este livro foi-me oferecido há mais de 10 anos pela melhor amiga que alguma vez tive na vida, a Rita Camelo, pois sabia da minha adoração por literatura e história, e este pareceu-lhe o livro indicado para mim.

Por imaturidade minha na altura e por circunstâncias da vida, perdi a sua amizade e, consequentemente o contacto com ela. Sinto a falta dela a cada dia que passa, e cada vez mais lhe dou valor pela âncora que foi na minha vida e que fez com que não andasse à deriva numa das suas piores fases.

Rita, se alguma vez leres isto, gostaria de agradecer-te do fundo do coração tudo o que fizeste por mim. Jamais te esquecerei!

Opinião
Este livro só foi concluído à 6ª tentativa de o ler o que, por si só, não é um bom presságio no que concerne ao interesse que o mesmo me despertou. Elaborado com base em documentos pertencentes aos arquivos da Casa de França e no diário íntimo e correspondência da Rainha D. Amélia, a qual fala directamente para nós leitores.

Não foi uma mulher que tenha tido a vida facilitada ou que me pareça que tenha sido muito feliz desde tenra idade mas, acho um exagero as vezes em que as suas virtudes (algumas delas reconhecidas até os dias de hoje) são auto proclamadas em detrimento de praticamente todos os outros intervenientes na história os quais nunca estavam à sua altura nem ao seu nível de visão história, política e social. Foi uma grande mulher sem dúvida por tudo o que teve de suportar mas não era necessário exagerar!

Outro dos pontos menos bons da história é o eterno desfiar do rosário de personagens históricas das várias casas reais europeias em que nunca alguém é apenas referido como "meu primo" mas sim "meu primo, duque de ..... filho do herdeiro do trono de... e da princesa .....". Com este livro quase que conseguimos traçar árvore genealógica de 3 gerações de elementos das casas reais, mas não se fica por aqui. Em algumas passagens é-nos dado a conhecer, inclusive, o menu de algumas das refeições oficiais a que a Rainha ou o Rei D. Carlos atenderam (absolutamente desnecessário).

A parte final do livro será a melhor de todas pois dá-nos a conhecer melhor Amélia a Mulher, e não Amélia a rainha e é isso que fez muita falta a este livro. Se eu quisesse conhecer Amélia a Rainha lia livros de história mas queria mesmo conhecer era Amélia a Mulher, que por acaso também era Rainha.

Acho que fica bem expresso o meu descontentamento ao ler este livro mas, e como já disse aqui, não me desfaço de livros que me são dados. Mesmo que assim não fosse, este nunca sairá da minha estante pois é das poucas recordações que guardo de alguém tão especial para mim, pelo que este não entrará em nenhum passatempo futuro.

Ficha Técnica
Autor: Stéphane Bern
Editora: Civilização
Encadernação: Capa Mole
N.º de páginas: 228
Género: Romance Histórico
ISBN: 978-972-261-545-7
Tradução: Daniela Carvalhal Garcia
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Parti com grandes expectativas para a leitura deste livro composto por pequenos contos/histórias, não só por já ter ouvido falar muito bem dele mas também por se tratar de um livro de Mark Twain que tanto já me encantou no passado.

Opinião
Este pequeno livro de contos, confirma o que já desconfiava há muito tempo... Não sou pessoa de contos!

De todos os contos que constituem esta obra, o único que me foi capaz de despertar a curiosidade e arrancar tanto gargalhadas como lágrimas foi aquele que lhe dá nome, se bem que soube a muito, muito pouco. Apenas 28 páginas lhe são dedicadas tendo ficado com aquela sensação de que muito mais poderia ter sido escrito, de que a história e as personagens tinham muito mais a dar. A "luta de sexos" aqui descrita continua actual, as falas (pensamentos) dos personagens muitas vezes hilariantes, e o fim do conto é lindo:
"At Eve's Grave
ADAM: Wheresoever she was, there was Eden".

Dos restantes pouco mais há para dizer além de que contribuíram para a diminuição das minhas insónias de tão pouco apelativos que foram para mim. Mesmo assim, e se tivesse de destacar um pela sua completa falta de interesse, este seria o "The $30,000 Bequest". É mau, mesmo muito mau. Passamos a maior parte do conto a ver as personagens fazer contas e projectos de investimento para um dinheiro que não têm, o que leva a que o desfecho seja bastante previsível.

Seguindo o mesmo raciocínio, se tivesse de eleger o menos mau (porque conseguiu mesmo assim me emocionar) seria o "Was it Heaven? or Hell?".

Pouco mais tenho a acrescentar para além de que não se tratou de todo de um livro que correspondesse às expectativas, e que leva a que tão depressa não pegue em nenhum livro de contos.

Posto isto, e como não pretendo manter tal obra na minha estante de livros, estejam atentos que em breve lançarei um novo passatempo para oferecer este livro a alguém que, assim espero, o saiba apreciar.

Ficha Técnica

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