Ficha Técnica
Autor: Laurentino Gomes
Editora: Leya
Encadernação: Capa mole (edição de bolso)
N.º de Páginas: 336
Género: (suposto) Romance Histórico

Sinopse
"Nunca algo semelhante tinha acontecido na história de Portugal ou de qualquer outro país europeu.

Em tempo de guerra, reis e rainhas tinham sido destronados ou obrigados a refugiar-se em territórios alheios, mas nenhum deles tinha ido tão longe, a ponto de cruzar um oceano para viver e reinar do outro lado do mundo. Embora os europeus dominassem colónias imensas em diversos continentes, até àquele momento nenhum rei tinha posto os pés nos seus territórios ultramarinos para uma simples visita - muito menos para ali morar e governar. Era, portanto, um acontecimento sem precedentes tanto para os portugueses, que se achavam na condição de órfãos da sua monarquia da noite para o dia, como para os brasileiros, habituados até então a serem tratados como uma simples colónia de Portugal."


Opinião
Este livro passou muitos, mas mesmo muitos, meses na minha mesinha de cabeceira, o que por si só é um péssimo sinal. Parti para a leitura desde livro com a expectativa de encontrar um romance histórico tendo como pano de fundo a fuga da corte portuguesa de D. João VI para o Brasil. Qual não é o meu espanto quando aquilo que é suposto ser um romance histórico, assemelha-se bem mais a um pequeno livro de história. Gostaria pois de saber qual foi a alminha que decidiu que este livro pertencia junto de livros "normais" e não numa qualquer secção de livros de história. Não tenho nada contra livros de história, muito pelo contrário, tenho dezenas deles mas que, e ao contrário deste, estão devidamente assim catalogados. Aproveito para também fazer o mea culpa pois deveria ter investigado melhor antes de comprar.

No entanto, tenho de ser justa! Este livro está muito bem escrito e a informação é disponibilizada de forma bastante acessível. Dentro do verdadeiro género em que se insere, pode ser classificado como um excelente trabalho de investigação histórica pois analisa, não só o ponto de vista dos portugueses, mas também o de inúmeros estrangeiros que foram passando pelo Brasil durante o período de transferência da Corte para o Rio de Janeiro. Esta multiplicidade de opiniões e pontos de vista sobre os acontecimentos decorridos neste período, permite-nos ter uma visão mais clara do que seria efectivamente a realidade das movimentações sociais, científicas e políticas daquela época. É engraçado constatar que a corte portuguesa representava para um um símbolo de cultura e conhecimento e para outros (estrangeiros) eram uns incultos e autênticos provincianos!

Uma das alterações mais importantes, com consequências directas no futuro de Portugal e do Brasil, foi a "abertura" dos portos Brasileiros aos resto do Mundo (até então só acessíveis a embarcações portuguesas), especialmente aos ingleses como pagamento da protecção que foi dada durante a viagem de Portugal para o Brasil, a toda a corte e sanguessugas que a seguiram. O Brasil foi aberto ao mundo e o mundo abriu-se para o Brasil. Conhecimentos científicos e culturais assim como a adopção de ideais revolucionários importados, foram os primeiros passos no desenvolvimento de um futuro país independente desse pequeno e fraco colonizador que era Portugal.

Um pormenor que me chamou bastante a atenção foi o comportamento e modo de vida dos portugueses que ocupavam algumas posições de relevo na nobreza. O paralelismo entre "o ser português" da altura e o de agora é facilmente feito. Nunca poderíamos ter sido mais do que fomos, mesmo depois daquele golpe de génio que foram os Descobrimentos, porque, simplesmente, sempre fomos muitos a roubar e a viver à conta, sem nos esforçamos para evoluir e construir algo de real, verdadeiro e útil para toda a sociedade. Não há, nas classes mais proeminentes o orgulho de ser português, aquela soberba que tanto caracteriza os ingleses, franceses e outros povos como eles, e que os levou a chegar onde chegaram. Viver sempre à conta se possível, foi e é o modus operandi dos nossos governantes. Portugal ser mal governado não é defeito... é feitio!

Depois de entrar no mood apropriado para este tipo de leitura, foi um livro que acabei por ler de forma bastante rápida. Não é um page turner, como é óbvio, mas retrata um pedaço da história do meu país, da qual não possuía muitos conhecimentos, e que me deu muito prazer em descobrir e aproveitar para cimentar alguns conhecimentos anteriormente adquiridos.


Ficha Técnica
Autor: Rachel Gibson
Editora: Little Black Dress
Encadernação: mass market
N.º de páginas: 273
Género: Chick Lit


Sinopse
"When an undercover cop goes on the hunt for a female serial killer, he's not expecting to lose his heart. Quinn McIntyre has to pose as an internet dater to woo the chief suspect in a serial murder case, and the last thing on his mind is falling in love. Especially not to a thriller writer researching her next book, who doesn’t even realise she’s under surveillance...

But Lucy Rothschild just doesn’t seem like the killing kind... does she? Before too long, and against all his better instincts, Quinn finds he could be getting in too deep..."

Podem ler um excerto aqui.


Opinião
Descobri esta autora através do blog Folhas de Rascunho da Lucie, e cuja opinião tão entusiasta me levou a comprar dois livros de rajada, este e o "Tangled up in you" do qual vos falarei em breve.

Lucy é um escritora de thrillers e cujo próximo livro aborda o assassinato de homens por uma mulher que marca encontros através de um serviço de on-line dating. O que Lucy desconhece é que alguém decidiu tornar reais os assassinatos por ela escritos.

Lucy, como pesquisa de campo, marca encontros com alguns homens utilizando este tipo de serviço para depois os “matar” no seu livro. O próximo seria o seu último encontro, a sua última pesquisa de campo para terminar o livro mas, como esteve em contacto com algumas das vítimas (já não me lembro exactamente se com todas ou com apenas algumas), aquilo que ela achava que seria apenas mais um encontro sem propósito é tudo menos isso.

Quinn (a.k.a hardluvman) é o homem que se segue. Polícia à paisana que ingressa no mundo do on-line dating para tentar encontrar a assassina em série que anda à solta. Quinn, ao contrário dos outros falhados que lhe apareceram pela frente, é fisicamente muito interessante para além de parecer sincero nos seus propósitos e Lucy dá por si a sentir-se atraída por ele. No entanto, o encontro não corre bem pois Lucy, que se fazia passar por enfermeira e, por motivos que não vale a pena revelar, rapidamente vê o seu disfarce cair por terra, levando Quinn a interrogar-se sobre que mais poderá ela estar a mentir.

Quinn fica irremediavelmente atraído por Lucy (de outra maneira não tinha graça LOL) e, mesmo achando que ela é a assassina, não se consegue manter afastado. Por circunstâncias do destino, outro homem aparece morto quando ambos estão juntos, o que iliba Lucy, e é nesta altura que ele lhe revela quem na verdade é, fazendo-a sentir-se profundamente humilhada.

Por circunstâncias que não interessam nada, Lucy vê a sua vida em risco e é obrigada, a contra gosto (que é como quem diz... um não querer querendo) a voltar a confiar em Quinn. E mais não conto!

A Lucy é uma mulher forte que acha que se basta a si mesma não necessitando nem do apoio nem da protecção de ninguém, e os acontecimentos que se sucedem em catadupa levam-na a duvidar de si mesma. Já o Quinn, pertence àquele tipo de homem que povoam as fantasias de muitas mulheres (como tinha de ser claro :P).

Adorei cada página que li! Quanto mais as duas personagens se envolviam e o mistério sobre quem seria o assassino se adensava, mais difícil era colocar o livro de lado. Chegou a altura em que não consegui parar de ler enquanto não acabei, o que é o mesmo que dizer que fiquei acordada até às 4-5 da manhã!

Este livro foi uma óptima aquisição. Trata-se de uma excelente história, onde não faltam os ingredientes essenciais a este tipo de literatura: amor, sexo e um sentido de humor muito aguçado. Obviamente que o recomendo sem reservas a todos os apreciadores do género literário em que se insere!


Nota final:
Adoro as edições da Little Black Dress! Só dá vontade de comprar mais e mais de tão giras que ficam na estante :)
Entretanto já comprei mais livros desta autora e desta edição fantástica HEHEHE


Sinopse
"She has tempted many men… but never found her equal. Until now. Though she has lived for centuries, Anya, goddess of anarchy, has never known pleasure. Until Lucien, the incarnation of death—a warrior eternally doomed to take souls to the hereafter. He draws her like no other. And Anya will risk anything to have him. But when the merciless Lord of the Underworld is ordered by the gods to claim Anya herself, their uncontrollable attraction becomes an anguished pursuit. Now they must defeat the unconquerable forces that control them, before their thirst for one another demands a sacrifice of love beyond imagining.…"

Opinião
Este é o 2º livro da saga "Lords of the Underworld" (3º se contarmos com o e-book) e posso afirmar desde já que gostei bem mais deste que do 1º volume.

Depois da surpresa inicial que foi o 1º volume desta saga, estava preparada para apreciar de forma mais completa o desenvolvimento das personagens e o desenrolar da história pois já sabia com o que poderia contar à partida e a autora não desiludiu, muito pelo contrário.

Lucien, o guerreiro desfigurado, alberga dentro de si o demónio da Morte responsável por acompanhar as almas ao Céu ou ao Inferno sempre que estas o reclamem; Anya, a Deusa da Anarquia, que aparece no fim do volume anterior, volta a Budapeste com a intenção de conquistar Lucien; os dois formam o par amoroso deste volume.

Ambas as personagens vivem amaldiçoadas e presas aos fantasmas do passado o que lhes dá uma complexidade e profundidade inesperada. A forma como o passado delas as influência e condiciona os seus comportamentos vai sendo exposta ao longo de todo o livro, e nos momentos exactos. Nunca se tem a sensação de que a informação veio fora de tempo, ou de contexto, ou que haveria melhor altura para tal vir à luz do dia.

Lucien, de início, julga que Anya está a "brincar" com ele pois não acredita, como uma Deusa como ela (em todos os sentidos entenda-se), pode estar interessada em alguém desfigurado como ele, pelo que a recusa constantemente, não cedendo aos seus desejos de luxúria. As coisas complicam-se quando Cronus (actual todo poderoso do Olimpo) ordena a Lucien que a mate para deitar as mãos a um tesouro que ela possui. Se Lucien desobedecer, serão os seus "irmãos" a sofrer as consequências da sua rebeldia. E assim começa o jogo do gato e do rato.

Lucien vê-se defrontado com um grande dilema. Espantando com o facto de Anya não desistir dele após todas as recusas, começa a acreditar que o interesse dela por ele é verdadeiro, levando a que a barreira de protecção contra o charme de Anya começa a desmoronar. Que valor mais alto se elevará: a fraternidade ou o amor e a luxúria?

Paralelamente a esta história, os restantes Lords of the Underworld continuam em busca da caixa de Pandora, numa corrida contra o tempo e por vários pontos do Planeta.

Gena Showalter faz um excelente trabalho no que diz respeito à caracterização dos personagens e narrativa dos acontecimentos. Tal como acontecera para o 1º volume, este livro tem uma componente erótica muito acentuada, mas extremamente bem escrita e de forma não "vulgar".

Conclusão... Adorei este livro! Uma leitura viciante que nos "agarra" quase desde o 1º instante, fazendo com que torçamos fervorosamente pelos dois personagens principais (ou não me tivesse deixado acordada a ler até quase às 4 da manhã). Um livro a não perder para todos aqueles que gostam de mitologia grega e romances paranormais.


Ficha Técnica
Autora: Gena Showalter
Editora: HQN
Ano de Publicação:
2008
Encadernação:
Capa mole
Nº. de páginas: 375
Género:
Romance Paranormal
Idioma: Inglês

Como não apreciei propriamente este livro, e como o meu sentido de humor é bastante particular, acredito que ele pertence a outra estante que não a minha pelo que, decidi lançar o primeiro passatempo deste ano.

Assim sendo, o Leituras e Devaneios tem para oferecer este livro. Para se habilitar basta responder correctamente às seguintes questões:
  • Qual a nacionalidade do autora?
  • A quantas vozes é contada esta história?
  • Qual foi a personagem que me levou a terminar o livro?

Enviem as vossas respostas, juntamente com o vosso nome, e-mail e morada, para o seguinte contacto: isabel.pereira.c @ gmail.com (retirar os espaços), até o fim do dia 2 de Abril.

O presente passatempo é válido apenas para Portugal Continental e apenas será aceite uma participação por morada.

O vencedor será seleccionado aleatoriamente (gerador de números aleatórios) dentro de todos os que responderam correctamente.


Hoje, no Metro a caminho de casa, acabo por, inadvertidamente, ouvir a conversa entre dois senhores, sendo que, em circunstâncias normais não teria prestado atenção nenhuma, mas neste caso falavam de livros.

Já não sei as palavras exactas proferidas por um e por outro mas foi algo assim do género:

Indivíduo A: Bem estou a ver que a leitura vai avançada!
Indivíduo B: Pois vai e só comprei o livro anteontem! (nesta altura começo a ficar de orelhas no ar)
A: E o filme já foste ver?
B: Não, ouvi dizer que não vale nada.
A: E o livro?
B: É muito bom mesmo! Recomendo-o vivamente. Quero ver se o acabo ainda hoje (deviam de faltar umas 60 páginas). Uma pessoa fica mesmo envolvida na história. (aqui a je vai de tentar torcer discretamente a cabeça para perceber que raio de livro era - o livro ia na mão do senhor mas o resultado não foi animador)
A: O último que li foi o 2666. Aquilo é cá um calhamaço!
B: Eu não consigo andar com um livro desses atrás.
A: Pois eu também não, mas é excelente leitura antes de ir para a cama. O livro é grande mas é bom. Começas a ler e entusiasmas-te. Estou a ver que esse já vai na mão pronto para ser lido no comboio!
B: Pois, não perco um minuto!

Por fim chegámos à estação terminal e fui-me deixando ficar para trás a ver se conseguia perceber de que raio de livro estavam a falar e consegui... Visto do Céu! Duvido é que eles não se tenham apercebido (não deu para ser lá muito discreta). Faço com cada figurinha!!!!

Conclusão... Mais um livro que foi direitinho para o topo das minhas prioridades em termos de compras literárias (o 2666 já tenho).


Note to self: Ficar bem longe de conversas alheias sobre livros pois corro o risco de ter de comprar mais um ou vários, prejudicando assim a minha já esfarrapada carteira!
Com o aproximar-se da Feira do Livro de Lisboa de 2010, começam a surgir as minhas dúvidas existenciais, motivadas pelo meu limitado orçamento dedicado à compra de livros neste evento.

Assim sendo, e como não quero desperdiçar o meu belo €€ pergunto-vos, apaixonados pela leitura como eu, o que é que há aí de melhor no mercado que é um must buy? qual é aquele livro que não pode, de todo, passar nem mais um ano sem estar devidamente acompanhado pelos restantes livros da minha maravilhosa estante, à espera que tenha tempo para lhe dedicar?

Como tenho andado um pouco longe dos circuitos blogisticos (ando a tentar recuperar o tempo perdido mas tem sido complicado) e das publicações portuguesas, não tenho uma ideia muito clara de onde deva de fazer investimentos.



O meu obrigada desde já, e continuação de boas leituras para todos!


Ficha Técnica
Autor: José Rodrigues dos Santos
Editora: Gradiva
Encadernação: Capa Mole
N.º de páginas: 502
Género: Romance


Sinopse
"Um cientista é assassinado na Antárctida e a Interpol contacta Tomás Noronha para decifrar um enigma com mais de mil anos, um segredo bíblico que o criminoso rabiscou numa folha e deixou ao lado do cadáver: 666. O mistério em torno do número da Besta lança Tomás numa aventura de tirar o fôlego, uma busca que o levará a confrontar-se com o momento mais temido por toda a humanidade. O apocalipse. De Portugal à Sibéria, da Antárctida à Austrália, "O Sétimo Selo" transporta-nos numa empolgante viagem às maiores ameaças que se erguem à sobrevivência da humanidade. Baseado em informação científica actualizada, José Rodrigues dos Santos volta com este emocionante romance aos grandes temas contemporâneos, numa descoberta que poderá abalar a forma como cada um de nós encara o futuro da humanidade e do nosso planeta. Prepare-se para o choque."


Opinião
Neste "romance" (já percebem daqui a pouco o porquê das aspas) José Rodrigues dos Santos baseia-se em estudos actuais para, através do desenrolar da história, nos dar a conhecer as consequências espectáveis causadas pelo aquecimento global. O aquecimento global e os combustíveis fósseis (petróleo principalmente) são os grandes protagonistas desta história.

Temas como as consequências do aquecimento global, as alternativas em termos de energia renovável, a evolução da era industrial provocada pela utilização de petróleo e "economia do petróleo" bem como as reservas de petróleo e as consequências do seu fim, são abordados e exaustivamente analisados, de forma um tanto ao quanto repetitiva, ao longo de todo o livro.

Uma vez mais, a personagem central deste livro é Tomás Noronha, o conhecido criptanalista português, que surge na história devido a uma misteriosa nota com um simples "666" deixada junto de dois cientistas assassinados. Como esse motivo não era suficientemente forte para justificar o porquê do seu envolvimento, o facto de este ter tido como colega de liceu o maior suspeito dos assassinatos parece ser razão suficiente.

Uma vez mais esta personagem falha de forma fulcral em captar o meu interesse enquanto leitora. É das personagens principais mais desinteressantes que conheço. É muito superficial, com todos os seus relacionamentos desenvolvidos de forma muito pouco interessante (a relação "sentimental" deste livro é a pior de todas as que li até agora nos livros do JRS, muito má mesmo) salvando-se apenas pela relação que desenvolve com a mãe. Aliás, na minha modesta opinião, a componente "romance" deste livro escapa definitivamente devido a esta parte. A temática da perca de capacidades à medida que envelhecemos (encarnada pela mãe de Tomás), a "vida" dos nossos idosos nos lares, é descrita com os factos que tão caracterizam este escritor, mas também com uma sensibilidade e profundeza que me tocaram.

Como já deve ter dado para perceber, considero este livro muito fraco em termos de "romance". Durante basicamente todo o livro, a sensação que o mesmo me passou foi de que JRS pegou em vários estudos e ensaios científicos e criou um "enredo" para puder ir "despejando" a informação que queria divulgar sobre o tema em questão. JRS prova, uma vez mais, que é um excelente jornalista de investigação mas um fraco criador de enredos (até agora só se salvou em "A filha do Capitão").

Resumindo, este livro vale essencialmente pela transmissão de conhecimentos que é feita. Para quem estiver disposto a aprender mais sobre o tema em questão, este livro é sem dúvida alguma um bom ponto de partida, pois a informação é exposta de forma bastante acessível até para o maior leigo na matéria. No entanto, e para que estiver à espera de um bom romance que tem como tema de fundo o aquecimento global, este não é de todo um livro recomendável.

Sinopse
"A former blood slave, the vampire Zsadist still bears the scars from a past filled with suffering and humiliation. Renowned for his unquenchable fury and sinister deeds, he is a savage feared by humans and vampires alike. Anger is his only companion, and terror is his only passion—until he rescues a beautiful aristocrat from the evil Lessening Society.

Bella is instantly entranced by the seething power Zsadist possesses. But even as their desire for one another begins to overtake them both, Zsadist’s thirst for vengeance against Bella’s tormentors drives him to the brink of madness. Now, Bella must help her lover overcome the wounds of his tortured past, and find a future with her… "



Opinião


Este livro centra-se no Zsadist, o elemento mais misterioso e "assustador" da irmandade, quer em termos de aspecto quer em termos comportamentais, sendo muitas vezes caracterizado como broken behiound repair soul, quase como um "sem alma".

Ao longo de todo o livro são-nos apresentados vários flashbacks da vida de Zsadist como escravo. É incrível como, à luz das revelações que vão sendo feitas, os seus comportamentos menos "ortodoxos" fazem todo o sentido.

O livro precedente terminou com o rapto de Bella pelo chefe dos Lesser, o qual, tal como Zsadist, que desenvolveu uma obsessão por ela. Tendo como referência temporal para o seu início 6 semanas depois do fim do 2º livro, Zsadist tornou-se por esta altura completamente irracional nos seus esforços para encontrar Bella não interessando os meios ou as acções a serem tomada para esse fim, contrariando a opinião geral de que esta já estaria morta.

Não querendo desvendar como Bella é salva, digamos apenas que o é e, em vez de querer ir para junto da sua família, prefere ficar com Zsadist e é neste ponto que a história propriamente dita começa a desenrolar-se.

Seria logo de por em causa a sanidade mental de Bella por se sentir atraída por alguém com o aspecto e comportamento do Zsadist. Ainda mais em causa essa sanidade é colocada quando o Zsadist a rejeita constantemente por não saber como lidar com uma mulher que o deseja, por achar impossível que isso alguma vez acontecesse, e ela continua a insistir. No entanto, e a pouco e pouco, a sua perseverança é compensada, e Zsadist aprende a tolerar a presença e o toque de Bella. Essas cenas são descritas escritas de forma absolutamente brilhante e emotiva.

Do princípio ao fim a história de Zsadist é excelente! O Zsadist é uma personagem riquíssima e a Bella é muito "humana" (dentro das limitações óbvias) nas suas paixões e na maneira como comporta no desenrolar da história. De todas as personagens femininas centrais desta série (e do que li até agora) a Bella é, sem sombra de dúvidas, a melhor.

A Lessening Society continua presente neste livro para infernizar a vida aos heróis da história. Tenho que confessar-vos que acho esta parte da história cada vez mais estranha. Quanto mais sei sobre estes "seres" menos quero saber. Confesso que, quando chega a esta parte, "acelero" um pouco a leitura. É o ponto mais fraco de todo o livro.

Este livro também dedica um grande espaço às personagens secundárias cujas histórias são tão boas como o enredo principal. Dei por mim tão envolvida e tão próxima de todos que estou desejosa por ler os próximos livros (só nas férias ou fim-de-semana prolongado porque não dá muito jeito ficar até ás 3-4 da manhã a ler e depois ir trabalhar!). São-nos fornecidas informações adicionais sobre o seu gémeo, Phury (como ele perde a perna mas não o porquê do seu celibato); sobre John, o rapaz mudo (outra personagem que eu acho que vai dar uma história fantástica), entre outros.

Nem tudo são rosas neste livro! Existem partes muito tristes (mais uma vez abri a fonte e vai de chorar que nem uma Madalena arrependida) que, quer-me parecer, serão o mote para os livros subsequentes.

Para concluir: dizer que gostei deste livro é eufemismo; dizer que adorei é pouco; a verdade é que amei este livro! (antes que me atirem pedras esclareço: "amei" contextualizando este livro no género a que pertence). É o meu favorito dos três primeiros que compõe a série (opinião sobre o e ) e altamente recomendado para amantes do género.


Nota adicional: Os dois primeiros volumes desta série já se encontram editados em Portugal sob a chancela da "Casa das Letras".
Segundo a minha prima A. a tradução está muito mázinha, tornando muitas parte e diálogos em algo um tanto ao quanto para o ridículo.
Nota adicional 2: Estes livros podem ser lidos fora de ordem mas, acho que muita coisa se perderia se assim fosse pelo que aconselho mesmo a que leia de acordo com a ordem normal.


Ficha Técnica
Autor:
J.R. Ward
Editora:
Piatkus
Encadernação:
mass market
N.º de páginas:
434
Género:
Romance Fantástico

... e porque não parei de ler, apesar de todo o tempo em que estive off air, a lista de livros lidos e por comentar não parou de crescer.

Depois do não merecido elogio (afinal o blog tem andado um pouco ao abandono devido a circunstância de excesso de excesso de trabalho e outras que tais), dado pela Canochinha do Estante de Livros aqui, tinha mesmo de sair da inércia que a falta de inspiração para escrever me tinha levado.

Como diria o Thomas Edison "O génio é feito de 10% de inspiração e 90% de transpiração". Não, não me considero de todo um génio, estou bem mas bem longe disso. A aplicação desta frase ao meu caso dever-se-á mais uma questão de aplicação de metodologia de trabalho que o resto virá (assim o espero).

Da lista, e apesar de ir postar comentários mais extensos e explicativos, posso desde já adiantar as seguintes notas acerca de alguns dos livros:

- Lover Awakened (J.R. Ward) - o melhor livro dos três que compõe a série e que foram lidos até agora. Altamente recomendável para quem é apreciador do género.

- A Filha do Capitão (JRS) - Amei!

- O Sétimo Selo (JRS) - A muito custo lá se leu (vale pelos conhecimentos científicos, financeiros e económicos adquiridos, o resto é para esquecer).

- Trilogia Millenium (Stieg Larsson) - Lisbeth Salander é uma das personagens femininas mais fascinantes que já tive oportunidade de ler. No geral, gostei muito mas não tanto como seria de esperar tendo em conta o que já foi apregoado acerca desta série.

- Undead Series (MaryJanice Davidson) - Assim que li o primeiro fiquei viciada. Comprei o resto e li-os de uma acentada. Sentido de humor absolutamente em sintonia com o meu.

Promessas decidi não fazer mais para não as quebrar mas espero, que terminada a formação que estou a ter no meu novo emprego (muitas mudanças ocorreram na minha vida nos últimos tempo e todas para melhor), comece a ter mais tempo e disposição (porque ao fim de 10-12h de trabalho só apetece caminha) para devanear neste blog.

Até já :)




Nunca fui muito disto de redes sociais mas, há dois dias, entrei no facebook por sugestão da A. e da L. e, estou a achar tão engraçado, que decidi criar uma página apenas para este blog.

Podem encontrar o blog procurando por: Leituras e Devaneios.

Vou tentar actualizar por lá o que vai ficando por dizer aqui no blog ou melhor, as novidades são capaz de aparecer mais depressa lá editadas do que aqui.

Quanto à minha página pessoal é só procurar por Monica Colaco, não tem nada que enganar.

Sinopse
“No século XVI o mundo era dos homens. Então apareceu uma mulher que ousou desafiar as leis, a sociedade, as artes... e o mundo nunca mais foi o mesmo.
Esta é a história verdadeira de Artemísia, a primeira mulher a ser aceite na prestigiada Academia de Artes de Florença. Violada pelo professor de pintura quando tinha 18 anos, leva-o a tribunal mas é ela quem acaba por ser humilhada publicamente. Abandonada pela própria família, a jovem decide partir à conquista do mundo numa época em que as senhoras respeitáveis raramente saíam de casa. Sangue, sexo, arte e dinheiro, a história de Artemísia podia ser a história de uma mulher dos nossos tempos. Depois de um casamento de conveniência com um pintor medíocre que inveja o seu talento, a jovem é forçada a sustentar-se não só a si mas também à sua filha. Cruzando-se com Galileu e ganhando o patronato dos Medici, Artemísia faz explodir o seu génio no auge do Renascimento e, ao recusar-se a ser menos do que os homens, torna-se numa heroína intemporal. “

Imprensa
"Artemísia irrompeu no Renascimento com todo o drama de uma ópera italiana.",Vogue

"Quem diria que a história de uma pintora do Renascimento pudesse estar tão carregada de determinação espiritual, jogos sexuais, selvajaria religiosa e um indiscutível talento para a pintura.",The Atlantic

"A Paixão de Artemísia oferece-nos um retrato fiel de uma artista complexa que procura seguir a sua paixão apesar de todos os obstáculos.", Booklist

"Esta Artemísia, na sua luta para ganhar a vida como artista, na sua esperança por marcar uma época e no seu desejo em ser esposa, mãe e pintora, é alguém que todas as leitoras vão compreender.",Seattlle Times

Ficha Técnica
Autora: Susan Vreeland
Editora: Saída de Emergência - Chá das Cinco
Encadernação: Capa Mole
N.º de páginas: 286
Género: Romance Histórico
Tradutor: Carla Ferraz

Opinião
Já li este livro vai para lá de um tempão. Pensava até que já tinha opinado sobre o mesmo quando, ontem ao rever todas as opiniões, verifiquei que não era esse o caso. Como devem de calcular, os pormenores já me escapam tendo ficado só com uma ideia geral das sensações que este livro me transmitiu e a mensagem que passou, pelo que vou tentar me cingir apenas a esses pormenores (mas já sabem que o meu poder de síntese é algo quase inexistente).

A personagem principal, Artemísia (a primeira mulher admitida na Academia de Artes de Florença), é uma mulher muito à frente do seu tempo.

Numa sociedade dominada por homens, cheia de convenções sociais e comportamentais, onde as mulheres pouco mais eram que acessórios, empregadas domésticas e procriadoras, Artemísia destaca-se das demais. Mesmo depois de ter sido violada, e de ter passado por um teste humilhante para comprovar a perda da sua virgindade em pleno tribunal, não se entregou a uma vida de subserviência perante as figuras masculinas que foram povoando a sua vida.

Artemísia, uma talentosa pintora, lutou contra quase tudo e todos para se conseguir impor enquanto artista e viver da sua paixão, a sua arte. O facto de ser mulher nunca foi o suficiente para se conformar com o papel que a sociedade lhe queria relegar. Obrigada a casar por conveniência com um pintor de talento bastante inferior ao dela, Artemísia sai de Roma para ir morar em Florença, a Meca das artes na altura. Cedo percebe-se que a este casamento não tem grande futuro pois o talento superior de Artemísia é motivo de inveja do seu marido.

Passa por vários tipos de provações ao longo de toda a história (psicológicas, físicas e financeiras), enfrenta tudo e todos, mas nunca desiste de perseguir o seu sonho e alcançar os seus objectivos.

O livro está todo ele escrito num tom que apela ao feminismo, exacerbado pela forte personalidade e força de vontade da heroína desta história, sendo a escrita agradável e fluída.

A autora consegue mesclar factos históricos com romance e autênticas aulas de arte, de forma bastante eficiente. Claro que o facto de eu gostar muito de arte abona a seu favor pois, nos momentos em que quadros, esculturas e técnicas são explicados ao leitor de forma mais enfática, e para quem não partilha este tipo de paixão, confesso que estas partes serão bastante aborrecidas.

O livro peca também pelos saltos temporais mal enquadrados e referenciados que sucedem ao longo de toda a obra. O final então nem se fala. Fiquei com aquela sensação de que haveria mais qualquer coisa, um segundo volume que completasse o resto da história, pois parece inacabada.

Resumindo, gostei do livro mas o fim foi uma desilusão. Ficou a sensação: “e o resto?!”.


Opinião
Este livro começa, em termos históricos, nos últimos tempos do reinado de Akhenaton, em que este se encontra privado da companhia de Nefertiti, a Grande Esposa Real, companheira, conselheira e apoio moral e psicológico de Akhenaton, devido a uma reclusão auto-imposta pela sua própria frágil condição física.

Sem o ponto de equilíbrio que Nefertiti representa, Akhenaton, dedica-se com um fervor religioso a roçar o fanatismo, à adoração daquele que considera como o único deus, Aton, deixando o reino nas mãos de terceiros, muitos dos quais opositores não confessos da alteração religiosa que Akhenaton tenta impor a todo o reino: o completo desprezo e renúncia a todos os outros deuses do panteão egípcio, levando o Egipto à beira de uma guerra civil!

No meio de toda esta turbulência surge Akesa, terceira filha do par real e, à partida, sem nenhuma hipótese de subir ao poder mas, isso não a impede de tentar por todos os meios, conseguir convencer os seus pares (pais e outros) de que é a única capaz de assumir a posição da mãe como Grande Esposa Real.

Por circunstâncias que hão-de descobrir, Akesa ascende ao trono e nomeia como faraó Tutankaton (que mais tarde haveria de mudar o nome para Tutankamon em honra do deus Amon), e começa, a pouco e pouco, a mostrar quem é. Detentora de uma beleza física ímpar e de uma inteligência fora do comum, Akesa tenta tomar as rédeas do reino e impedir que este caia nas mãos dos inimigos do seu pai, provando ser a verdadeira herdeira da sua mãe, Nefertiti. Estas qualidades serão a sua perdição!

Quanto à minha opinião do livro em si, só posso dizer que gostei, e muito!

Apesar de o pouco que me lembro deste período histórico do Egipto, em certos aspectos, parecer-me não bater muito certo com o que aqui está escrito (despertou a minha curiosidade para voltar a aprofundar os meus conhecimentos nesta área), a personagem de Akesa é absolutamente fascinante, é alma deste livro. É impossível não admirar a sagacidade, tenacidade e inteligência desta jovem mulher. A sua devoção pelo pai e por tudo o que ele representou, a dedicação com que se entrega a recuperar a posição dominante do Egipto e a salvá-lo da pilhagem dos inimigos e amor que devota a tornar Tutankamon um faraó digno do posto, à custa, muitas vezes, do seu bem-estar físico, é digno de admiração!

Se Akesa tiver sido metade daquilo que foi descrita, terá sido, sem dúvida alguma, uma das mulheres mais fascinantes do antigo Egipto. Pena que, muito provavelmente, nunca saberemos a verdade acerca desta personagem histórica.

A teia de relações, conspirações, lutas pelo poder e intrigas amorosas criadas por Christian Jacq são demolidoras e traçam um retrato que demonstra, que o poder, para além de corruptivo, é volúvel e solitário. Estar no poder é viver no fio da navalha!

Quanto à escrita, é um livro que, embora escrito num estilo simples e sem grandes floreados literários, consegue que o suspense seja mantido de forma quase constante recorrendo para isso à sombra permanente da traição, a qual pode surgir de qualquer um dos lados do campo desta batalha sem fim.

Uma nota final acerca desta edição.
Julgo ser absolutamente inconcebível que, um livro que já conta com várias edições (ainda que noutro formato), tenha ainda tantos erros por rever e corrigir ao longo de toda a obra. Deve de ter sido dos livros em que mais erros de letras trocadas encontrei! Vergonhoso!

Quanto ao formato 11/17, adorei! É do tamanho e peso ideais para leituras deitada na cama ou no sofá, ou até para transportar dentro da mala. Apesar de continuar a achar 10€ um bocado puxado de mais para um formato que se quer substancialmente mais em conta que o normalmente editado, prefiro dar 10€ por este livro que 7 ou 8 por um daquelas colecções em que as capas mal se distinguem umas das outras, sendo por vezes a distinção apenas feita em termos de título da obra e autor. Resumindo, fiquei fã!

Ficha Técnica